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Economia

Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 4,91% em 2024

Estimativa do IPCA para o ano foi ajustada para cima, enquanto o acumulado em 12 meses atingiu 4,14%, segundo o IBGE.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 4,91% em 2024
© Joédson Alves/Agência Brasil
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A expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no Brasil, foi revisada para 4,91% em 2024, um leve aumento em relação à projeção anterior de 4,89%. Esta atualização consta no Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), que compila as previsões de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.

A persistência de pressões inflacionárias, notadamente influenciadas pela instabilidade no Oriente Médio e seu impacto nos preços dos combustíveis, levou à nona elevação consecutiva na previsão do IPCA para este ano. Essa tendência já ultrapassa o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta de inflação definida pelo CMN é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, fixando os limites entre 1,5% e 4,5%.

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Em março, a inflação oficial registrou 0,88%, impulsionada principalmente pelos aumentos nos setores de transportes e alimentação, superando os 0,7% de fevereiro. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses alcançou 4,14%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os anos seguintes, as projeções para a inflação em 2027 mantiveram-se em 4%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 foram fixadas em 3,64% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic e política monetária

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal ferramenta para atingir a meta de inflação. Atualmente, a taxa está em 14,5% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Em sua reunião mais recente, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, marcando a segunda redução consecutiva, apesar das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.

A taxa Selic esteve em 15% ao ano entre junho de 2025 e março deste ano, o nível mais alto em quase duas décadas. A recente redução, embora ocorra em um contexto de desaceleração da inflação, é desafiada pelas tensões geopolíticas que afetam os preços de commodities essenciais como combustíveis e alimentos.

O Copom não forneceu indicações claras sobre os próximos passos da política monetária em sua última ata, mas afirmou que está monitorando atentamente o conflito e seus potenciais desdobramentos sobre a inflação.

A próxima reunião do Copom, destinada a deliberar sobre a taxa Selic, está agendada para os dias 16 e 17 de junho.

As projeções dos analistas de mercado para a taxa Selic ao final de 2026 permaneceram em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, espera-se uma redução gradual para 11,25% e 10% ao ano, respectivamente. A projeção para 2029 indica que a taxa se manterá em 10% ao ano.

Um aumento na Taxa Selic tem como objetivo frear a demanda aquecida, o que impacta os preços ao tornar o crédito mais caro e incentivar a poupança. Taxas de juros elevadas também podem restringir a expansão da atividade econômica.

As instituições financeiras consideram outros elementos na precificação dos juros para o consumidor, como o risco de inadimplência, a margem de lucro desejada e os custos operacionais.

Por outro lado, a redução da Taxa Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo. Esse cenário pode levar a um menor controle sobre a inflação, mas impulsiona a atividade econômica.

PIB e projeção cambial

Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 foi mantida em 1,85%. Para 2027, a projeção de expansão do PIB variou ligeiramente de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro prevê um crescimento anual de 2% para o PIB.

Em 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, segundo o IBGE, marcando o quinto ano consecutivo de expansão, com destaque para o desempenho do agronegócio e demais setores produtivos.

A previsão para a cotação do dólar ao final de 2024, segundo o levantamento Focus desta semana, está em R$ 5,20. Para o final de 2027, a expectativa é que a moeda norte-americana atinja R$ 5,30.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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