Serviços de apoio e atendimento a vítimas de violências se uniram em uma feira realizada nesta segunda-feira, 19, no Calçadão da Halfeld. A Feira de Cultura da Paz levou informação sobre os serviços e acessos possíveis para pessoas em situação de violência. O evento, realizado pelo Núcleo Intersetorial de Prevenção da Violência e Promoção da Paz, da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), teve participação especial da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), responsável pelo projeto "Cultura de Paz e Prevenção das Violências: tecendo redes", que promoveu ações de capacitação para profissionais de saúde, mapeamento e comunicação relacionadas à temática.
Durante a feira, a rádio Cultura de Paz, uma das estratégias de comunicação vinculadas ao projeto, entrevistou participantes e pessoas que visitavam a feira, em transmissão ao vivo, direto da tenda montada no Calçadão. “Toda forma de violência é preocupante. Não é só a violência doméstica, a violência no trânsito, mas também a violência do empréstimo consignado que toma 40% da aposentadoria do idoso”, comentou o presidente da Associação dos Aposentados, Maurício Nunes da Rocha, ao microfone da Rádio.
A professora e enfermeira Maria Luíza Stelling, facilitadora das capacitações para profissionais de saúde, enfatizou a importância dos diferentes atores na construção de uma cultura de paz. “A cultura de paz passa pela capacitação de profissionais, pelo movimento dos cidadãos, o ambiente e o modo como você lida numa comunicação não violenta. Vários setores estão dando de si para que a cultura de paz possa ser alcançada e mantida”. Ela destacou ainda a função primordial dos serviços de saúde no acolhimento das vítimas de violências.
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A feira ainda promoveu a interação dos parceiros dos diferentes serviços presentes. Uma roda de conversa encerrou as atividades, trazendo todos à reflexão sobre o fortalecimento da rede de apoio e atenção contra a violência. Impressões partilhadas indicaram a satisfação de estarem juntos e de poderem conceber novos projetos de enfrentamento em conjunto para o ano de 2023.
“Esse é um trabalho inédito por se tratar de uma iniciativa interinstitucional, acolhida pelo governo com vistas a combater as violências no sentido mais amplo e promover a cultura de paz”, pontuou o subsecretário de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Saúde, Jhonathan Ferreira.
Entre os setores presentes, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Saúde (SS); a Casa da Mulher, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH); a Guarda Municipal, da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc); e as secretarias de Assistência Social (SAS), Esporte e Lazer (SEL) e de Mobilidade Urbana (SMU). Participaram também a Defensoria Pública, os programas do governo do estado “Fica Vivo”, “Se Liga”, Mediação de Conflitos, Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp) e Central de Acompanhamento de Alternativas Penais (Ceapa)
Implantado por meio do decreto Nº 15.034, assinado em 18 de fevereiro pela prefeita Margarida Salomão, o Núcleo Intersetorial de Prevenção da Violência e Promoção da Paz de Juiz de Fora reúne diferentes setores e órgãos, para trabalharem pela construção de políticas de enfrentamento, prevenção e atenção ao fenômeno da violência. Ações interinstitucionais vêm sendo desenvolvidas, com vistas a melhor apuração de dados, compreensão e direcionamento de atuação mais efetiva sobre a questão.
A iniciativa é vinculada ao Plano Municipal de Vigilância das Causas Externas. Desde julho, professores e alunos da UFJF e profissionais da área de Saúde da PJF trabalham no planejamento e nas ações práticas do projeto, como uma série de capacitações, mapeamento e ações de comunicação.
