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Segunda-feira, 10 de Agosto 2026
Economia

Expectativa do mercado para a inflação de 2026 recua para 5,02%

Boletim Focus do Banco Central também aponta projeção de alta de 1,98% para o PIB e taxa Selic em 13,75% ao final deste ano.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Expectativa do mercado para a inflação de 2026 recua para 5,02%
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Pela sexta semana consecutiva, a expectativa do mercado para a inflação de 2026 registrou queda, fixando a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,02%. O dado consta no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC).

A nova estimativa representa um recuo frente aos 5,03% previstos no relatório da semana anterior e aos 5,16% contabilizados há um mês.

Além disso, os analistas reduziram a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 para 1,98%, interrompendo um período de cinco semanas de estabilidade em 1,99%.

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Por outro lado, as estimativas para o câmbio permanecem fixadas em R$ 5,20 por dólar há oito semanas. A projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2026 segue mantida em 13,75% ao ano.

Projeções para 2027 e 2028

Para os anos de 2027 e 2028, os indicadores do mercado financeiro demonstraram estabilidade na maioria das frentes. A única alteração em 2027 ocorreu na estimativa do PIB, que oscilou de 1,57% para 1,52%.

Para 2027, a projeção do IPCA ficou em 4,22%, o dólar em R$ 5,28 e a Selic em 12%. Já para 2028, as apostas seguem em 3,80% para a inflação, 2% para o PIB, cotação de R$ 5,30 e Selic em 10,50%.

Controle da inflação e a taxa Selic

O Banco Central utiliza a Selic como principal ferramenta para conter a pressão inflacionária. Juros elevados encarecem o crédito e reduzem o consumo das famílias, forçando uma desaceleração no nível geral de preços.

Em contrapartida, eventuais reduções na taxa básica estimulam a atividade econômica ao tornar empréstimos e financiamentos mais acessíveis para a população e empresas.

Decisões recentes do Copom

Na reunião encerrada em 5 de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14% ao ano. Essa foi a quarta queda seguida do indicador.

Segundo a autoridade monetária, a decisão busca assegurar a convergência da inflação para a meta, suavizar oscilações econômicas e promover o emprego, mantendo a cautela diante de incertezas externas.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

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