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Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Política

Celso Amorim e oposição debatem o impacto nas relações entre Brasil e EUA

Em comissão na Câmara, assessor de Lula e parlamentares divergiram sobre sanções americanas e classificação de facções como terroristas.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Celso Amorim e oposição debatem o impacto nas relações entre Brasil e EUA
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, e deputados oposicionistas protagonizaram um tenso debate nesta quarta-feira (12), na Câmara dos Deputados, sobre o rumo das relações entre Brasil e EUA. Em pauta estavam o recente tarifaço norte-americano e a polêmica decisão de Washington em classificar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas.

Durante a audiência na Comissão de Relações Exteriores, Amorim argumentou que as sanções impostas pela gestão de Donald Trump possuem motivações políticas. Segundo o embaixador, a Casa Branca tenta subjugar a América Latina e relativizar a soberania nacional dos países da região.

O embaixador rebateu as alegações da oposição e citou um vídeo recente da diplomacia dos Estados Unidos que reitera o domínio americano no continente. Para o governo brasileiro, as medidas coercitivas unilaterais buscam causar constrangimentos econômicos e interferir no cenário político local.

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Críticas da oposição e o papel do Brics

Por outro lado, o presidente do colegiado, deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP), atribuiu os atritos à postura ideológica do governo federal. O parlamentar alegou que a atuação no Brics reflete um alinhamento anti-ocidental que prejudica o pragmatismo comercial do país.

O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) também criticou a gestão atual, afirmando que o bloqueio de contas de empresas americanas no conflito com a rede social X configurou uma afronta à soberania dos Estados Unidos. O oposicionista defendeu que as medidas retaliatórias do governo Trump derivam desse posicionamento.

Em resposta, Celso Amorim negou viés ideológico na política externa e esclareceu a questão dos vistos diplomáticos. O embaixador pontuou ser uma anomalia a indicação de um novo embaixador americano às vésperas do pleito eleitoral sem o consentimento do Itamaraty.

Classificação de facções e soberania

Outro ponto central do embate foi o enquadramento de organizações criminosas brasileiras como terroristas pelos EUA. Amorim alertou que esse rótulo pode servir de pretexto para intervenções externas ou militares em solo nacional, comprometendo a autonomia do país no combate ao crime.

Parlamentares da oposição, como o deputado General Girão (PL-RN), apoiaram a medida do governo Trump. Já o assessor presidencial reforçou que a segurança interna é responsabilidade exclusiva do Brasil, sem subordinação a potências internacionais.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil

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