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Saúde

Câncer de mama atinge homens, mas diagnóstico costuma ocorrer em estágio avançado

Dados da SBRT revelam que desconhecimento e falta de sintomas óbvios atrasam a detecção da doença no público masculino.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Câncer de mama atinge homens, mas diagnóstico costuma ocorrer em estágio avançado
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O câncer de mama, embora associado majoritariamente ao público feminino, também afeta homens, que frequentemente recebem o diagnóstico em estágios mais tardios da doença. Este alerta, emitido pela Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) durante o Outubro Rosa, destaca a importância da conscientização sobre a patologia, que pode ser letal quando não tratada precocemente.

Levantamentos realizados com base em registros do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, entre 2020 e 2023, foram catalogados mais de 163 mil casos da doença no Brasil, sendo 2.126 em pacientes do sexo masculino. Embora representem menos de 1% do total, a gravidade dos quadros masculinos chama a atenção de especialistas.

Desafios no diagnóstico

A metástase é proporcionalmente mais comum entre homens. Segundo dados da SBRT, cerca de 29,95% dos pacientes masculinos foram diagnosticados no estágio IV, contra 26,42% das mulheres. A rádio-oncologista Denise Ferreira explica que o desconhecimento é o principal fator de risco para o atraso no atendimento médico.

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Como os homens possuem pouco tecido mamário, tumores pequenos podem atingir rapidamente estruturas adjacentes, como músculos e pele. Sinais como caroços, secreções ou alterações mamilares devem ser investigados imediatamente por um profissional de saúde, independentemente do gênero do paciente.

Tratamento e perspectivas

O tratamento do câncer de mama masculino segue protocolos similares aos das mulheres, envolvendo cirurgia, radioterapia e terapia hormonal. Especialistas ressaltam que, apesar do diagnóstico tardio ser comum, a sobrevida relativa em cinco anos pode ultrapassar 95% quando a doença é detectada em estágios iniciais.

Para mulheres jovens, a atenção também é redobrada. Estudos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) mostram que pacientes até 39 anos frequentemente apresentam diagnósticos em estágios mais avançados, reforçando a necessidade de investigar qualquer alteração persistente nas mamas, mesmo antes da idade recomendada para o rastreamento mamográfico de rotina.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil

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