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Sexta-feira, 15 de Maio 2026
Economia

Caixa já renegociou R$ 820 milhões em dívidas no novo Desenrola Brasil

Uso do FGTS para abatimento de dívidas no Desenrola Brasil pela Caixa ainda aguarda início, previsto para 25 de maio

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Caixa já renegociou R$ 820 milhões em dívidas no novo Desenrola Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil
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A Caixa Econômica Federal, por meio de seu presidente Carlos Vieira, anunciou nesta sexta-feira (15), em São Paulo, ter renegociado **R$ 820 milhões** em dívidas no âmbito do novo programa Desenrola Brasil, iniciativa que visa auxiliar milhões de brasileiros a limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.

Lançado pelo governo federal em 4 de maio, o Desenrola Brasil tem como objetivo primordial oferecer suporte a famílias, estudantes e pequenos empreendedores, possibilitando a renegociação de dívidas, a regularização de seus nomes e a retomada do acesso ao mercado de crédito.

Com uma duração de 90 dias nesta nova etapa, a iniciativa promete condições atrativas, como descontos que podem chegar a 90%, taxas de juros mais baixas e a inovadora permissão para utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar os débitos.

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O progresso do programa é notável; o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia adiantado, no início da semana, que o Desenrola 2.0 se aproximava da marca de **R$ 1 bilhão** em débitos renegociados, demonstrando a abrangência e o impacto da ação.

Durante a coletiva de imprensa para a divulgação do balanço trimestral da Caixa, Carlos Vieira ressaltou que, apesar do avanço nas renegociações, ainda existe um "gap" na utilização do saldo do FGTS para abatimento de dívidas no programa.

Atualmente, o fundo ainda não foi empregado nas negociações conduzidas pela Caixa, mas a diretoria do banco assegura que a funcionalidade para o uso do FGTS será implementada em breve, com previsão de início a partir do dia 25 de maio.

Ataques cibernéticos

No contexto da apresentação do balanço, Carlos Vieira também abordou a questão dos ataques cibernéticos. Ele revelou que o aplicativo Caixa Tem sofreu um prejuízo de aproximadamente **R$ 20 milhões** no ano passado, resultado direto de fraudes e invasões digitais.

Em resposta a esses incidentes, a instituição financeira tem intensificado seus investimentos em tecnologia. A expectativa é que, somente neste ano, esses aportes atinjam a cifra de **R$ 5,9 bilhões**, visando aprimorar a segurança e a infraestrutura digital.

Vieira afirmou com otimismo que, após as medidas adotadas, o cenário de segurança do Caixa Tem melhorou significativamente: "Nós estamos agora com praticamente zero de ataques no Caixa Tem", declarou.

Inadimplência

A Caixa Econômica Federal encerrou o primeiro trimestre do ano com um lucro líquido recorrente de **R$ 3,5 bilhões**, o que representa uma redução de 34,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Este desempenho, detalhado no balanço divulgado na quinta-feira (14), foi substancialmente influenciado pelo expressivo aumento das provisões destinadas a perdas com crédito.

Essas provisões mais que dobraram no trimestre, em decorrência das novas diretrizes regulatórias estabelecidas pelo Banco Central (BC) para a cobertura de riscos de inadimplência.

Apesar da retração no lucro, a Caixa demonstrou resiliência ao manter o crescimento de sua carteira de crédito, impulsionada em grande parte pelo financiamento imobiliário, setor onde a instituição permanece líder no Brasil. A carteira de crédito totalizou impressionantes **R$ 1,4 trilhão**.

A taxa de inadimplência da Caixa fechou o trimestre em **3,71%**. A diretoria do banco expressou tranquilidade em relação aos níveis de inadimplência nas carteiras de crédito imobiliário e comercial, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

Contudo, o segmento do agronegócio ainda é motivo de cautela e preocupação, exigindo atenção especial da instituição.

"Nós temos uma expectativa de que, ainda este ano, tenhamos impactos na nossa provisão relacionados ao agro", afirmou Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da Caixa, sinalizando potenciais desafios.

Ela complementou que "o cenário não é simples, mas nós já percebemos um arrefecimento da curva de crescimento [da inadimplência]", indicando uma possível estabilização.

Atualmente, o setor do agronegócio corresponde a **5%** da carteira total de crédito da Caixa, conforme dados apresentados por Sartori.

FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

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