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Um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) revela que baixas concentrações de soda cáustica são mais eficientes do que doses elevadas para preparar resíduos orgânicos, como cascas de banana, na produção de biogás. A descoberta, publicada em um artigo, aumenta a geração de metano e reduz o consumo de reagentes, o que pode levar a uma diminuição significativa dos custos de produção.
Atuação das autoridades e dinâmica da ocorrência
A pesquisa, liderada pelo Instituto de Pesquisa em Bioenergia da Unesp, utilizou bananas como matéria-prima. Essas cascas apresentam um teor elevado de matéria orgânica, mas estão protegidas por uma barreira vegetal formada por substâncias como celulose e lignina, que dificulta a digestão anaeróbia. Ao aplicar baixas concentrações de hidróxido de sódio (soda cáustica), os pesquisadores conseguiram romper parcialmente essa barreira, tornando os carboidratos mais acessíveis aos microrganismos. A eficiência máxima foi alcançada com concentrações de apenas 0,2% de NaOH, que promoveu a maior solubilização de carboidratos e a maior velocidade de produção de metano.
Providências adotadas e desdobramentos legais
O resultado deste estudo é uma revolução na produção de biogás a partir de resíduos orgânicos. Além de ser mais econômico, o método apresentado pode ter um impacto positivo no meio ambiente, reduzindo a quantidade de resíduos que chegam aos aterros sanitários. A Unesp recomenda que empresas e instituições que utilizam biogás considerem a adoção deste novo método para melhorar a eficiência e reduzir os custos de produção. A pesquisa também abre caminho para o desenvolvimento de novas tecnologias de pré-tratamento de resíduos orgânicos, com potencial para aplicação em diversos setores industriais.
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