A Sigma Lithium informou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) divulgou um parecer técnico, confirmando a estabilidade e segurança de suas pilhas de estéril e de materiais de lítio. Esta declaração da autarquia federal surge na sequência de uma fiscalização efetuada em 20 de janeiro, provocada por uma campanha de desinformação e notícias falsas que circulavam nas plataformas digitais, colocando em dúvida a solidez das infraestruturas da companhia.
Segundo a empresa, a pronta resposta da agência reguladora fortalece a segurança jurídica no segmento de mineração. Após a avaliação técnica nas instalações situadas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, a ANM determinou que não existem quaisquer riscos que demandem a interrupção das atividades.
Em comunicado, a ANM detalhou que as inspeções, que incluíram sobrevoos com drones e avaliações visuais no local, "não identificaram anomalias geotécnicas indicativas de risco iminente de instabilização global nas estruturas vistoriadas". A agência acrescentou que, "considerando a inexistência de indícios de risco grave e iminente, conclui-se que, no presente momento, não se configuram os pressupostos legais para a adoção de medidas acautelatórias de interdição."
A Sigma Lithium reiterou que suas operações não empregam barragens de rejeitos, utilizando a tecnologia Greentech, que viabiliza o empilhamento a seco. Suas estruturas consistem em pilhas de estéril (rocha xistosa/solo) e de materiais de lítio com baixo teor. A companhia assegura que o processo é isento de substâncias químicas prejudiciais e garante a reutilização total da água. Os materiais armazenados são subsequentemente processados ou comercializados, gerando capital que é reinvestido na própria atividade.
Contexto e relação com o Ministério do Trabalho e Emprego
A empresa indicou que a campanha difamatória começou apenas dois dias após a divulgação de um fato relevante favorável, em 13 de janeiro, que anunciava a retomada das operações de mineração. As acusações fundamentavam-se em um questionamento administrativo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), originado de uma visita de rotina realizada em dezembro do ano anterior.
A Sigma enfatizou seu histórico de mais de dois anos sem registrar acidentes de trabalho que resultassem em afastamento, e destacou sua colaboração contínua com o MTE, fornecendo relatórios técnicos e informações para atestar a conformidade de suas atividades. A companhia manifestou a crença de que a difamação tinha como objetivo prejudicar tanto sua reputação quanto a do próprio Ministério, comprometendo o bem-estar de aproximadamente 19.000 indivíduos afetados pela operação, incluindo os familiares de seus 600 colaboradores.
A mineradora reafirmou seu compromisso inabalável com a transparência, a segurança de suas operações e a adesão rigorosa às regulamentações vigentes.

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