Nesta sexta-feira, 2, ocorreu o segundo encontro do grupo. A cada reunião é discutido um tema diferente, escolhido conforme as falas dos participantes, sugestões, dúvidas ou até por demandas trazidas pelas casas de acolhimento.
O projeto Multitemático foi desenvolvido em conjunto pelas estagiárias de serviço social, Monique Prudente e Clara Côrrea, e o estudante de psicologia, Gabriel Vicente. O intuito é trabalhar as vivências dos adolescentes e promover um espaço de diálogo e reflexões. “O grupo se faz necessário por ser uma demanda dos próprios acolhidos em relação a espaços onde eles possam ser vistos como sujeitos de direitos, participantes e atuantes no processo de identificação e construção da história de vida. A partir da identificação e das trocas entre a Psicologia e o Serviço Social, observamos diversas questões relacionadas às fragilidades sociais e emocionais das relações desses adolescentes com o outro e com eles mesmos”, pontuou Gabriel.
Para a gerente do Departamento de Proteção Especial da SAS, Maria Cláudia Dutra, a construção dos debates faz parte da vivência dos jovens das cinco unidades de acolhimento da cidade. “Os primeiros encontros serão na SAS, mas temos a intenção de levá-los para outros espaços a que atualmente eles não possuem acesso. Percebemos que há muito interesse pela música e pelo desenho, então vamos aliar questões mais lúdicas a temas mais complexos”.
De acordo com a supervisora de Acompanhamento das Políticas de Acolhimento Institucional e Programas de Apoio Psicossocial de Crianças e Adolescentes da SAS, Liliane Knopp, o trabalho com grupos permite construir uma reflexão coletiva sobre questões que, na aparência do fenômeno social, são identificadas como questões individuais, do sujeito, e não fruto de um modelo de produção e desenvolvimento social excludente. A estratégia pedagógica do grupo possibilita a esses sujeitos uma formação política, com vista à participação popular nos espaços de gestão de políticas públicas e controle social. “Estamos adotando a dinâmica em grupo como uma estratégia profissional, com o intuito de propiciar aos jovens a reflexão crítica da realidade, construindo um novo olhar sobre o projeto de vida deles, reconhecendo-os enquanto protagonistas”, explica.
A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) vem trabalhando para fortalecer a autonomia e a participação social dos adolescentes dos Serviços de Acolhimento Institucional. Foi criado, pela Secretaria de Assistência Social (SAS), um espaço para construção de reflexão coletiva a partir das vivências e demandas dos acolhidos. Quinzenalmente, os jovens se reúnem para falar de temas referentes à educação, convivência, criação de vínculos, pertencimento, direitos e promoção da cidadania.
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FONTE/CRÉDITOS: PJF
