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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
Wellington Alves

Wellington Alves

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🌱 Infância e Origem Familiar

Wellington nasceu em 31 de maio de 1974, no bairro Santa Efigênia, em Juiz de Fora (MG). Sua infância foi marcada por fortes laços familiares e pela presença das avós, Maria Conceição dos Santos (materna) e Onofra Alves (paterna). Ambas desempenharam papel fundamental na criação dos netos, enfrentando dificuldades econômicas e sociais típicas das famílias trabalhadoras brasileiras da época.

Seu pai biológico, Antônio Carlos Alves, faleceu cedo, o que trouxe grande impacto emocional e material. A ausência paterna foi suprida pela figura do padrasto, Antônio Benedito, que assumiu a responsabilidade de educar e orientar Wellington. Essa vivência precoce de perda e reconstrução familiar moldou sua sensibilidade para compreender as vulnerabilidades sociais que mais tarde se tornariam centrais em sua atuação pública.

Na escola, Wellington estudou na Escola Estadual Marechal Mascarenhas de Moraes, onde já demonstrava liderança ao integrar o Grêmio Estudantil. Esse envolvimento estudantil foi um dos primeiros sinais de sua inclinação para a vida comunitária e política. 

✨ Primeiros Passos na Vida Comunitária

Aos nove anos, em 1983, Wellington iniciou sua trajetória comunitária. Foi convidado por Alanir de Souza Pinto para ajudar na secretaria da Sociedade Pró-Melhoramento do Bairro Santa Efigênia. Essa experiência foi decisiva, pois lhe proporcionou contato direto com a organização comunitária e com a ideia de que a coletividade pode transformar realidades.

Paralelamente, acompanhava sua avó materna na busca por alimentos no refeitório do Seminário Nossa Senhora do Sagrado Coração. Esse gesto simples de sobrevivência despertou nele consciência social. O padre reitor, sensibilizado, ofereceu-lhe a oportunidade de estudar no seminário. Ali, Wellington teve seus primeiros contatos com questões sociais e religiosas, participando das Comunidades Eclesiais de Base e das Pastorais Sociais, como a Pastoral da Juventude e a Pastoral Afro-Brasileira.

Essas experiências o aproximaram da teologia da libertação e das práticas comunitárias que buscavam unir fé e justiça social. Foi nesse ambiente que Wellington consolidou sua visão de mundo: a religião como instrumento de solidariedade e transformação social.

🎖️ Serviço Militar e Disciplina

Em 1992, Wellington ingressou no serviço militar, permanecendo por nove anos, até 2001. Durante esse período, alcançou a patente de cabo do Exército Brasileiro (EB). A disciplina militar lhe proporcionou organização, senso de responsabilidade e capacidade de liderança.

Embora o ambiente militar seja muitas vezes visto como rígido e hierárquico, para Wellington foi também uma escola de convivência e de aprendizado sobre estruturas institucionais. Essa vivência seria útil em sua futura atuação nos conselhos e movimentos sociais, onde a capacidade de dialogar com diferentes setores e manter firmeza de propósito é essencial.

👶 Conselheiro Tutelar: Defesa da Infância e Juventude

Aos 26 anos, em 2000, Wellington foi eleito conselheiro tutelar pela primeira vez, para o triênio 2000-2003. Sua atuação foi tão reconhecida que foi reeleito para os períodos 2004-2006 e 2007-2010.

O Conselho Tutelar é uma instituição fundamental na defesa dos direitos da criança e do adolescente, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Wellington desempenhou papel ativo, não apenas atendendo casos, mas também promovendo palestras e ações preventivas.

Em 2023, voltou a ser eleito, desta vez para o mandato de 2024-2027, no Território 2 Conselho Tutelar Sul-Oeste. Ele enfatiza sua atuação preventiva, realizando palestras em escolas e grupos, esclarecendo sobre direitos e fortalecendo a rede de proteção. Essa continuidade demonstra seu compromisso de longo prazo com a infância e juventude, consolidando sua imagem como “Wellington do Conselho”. 

✊ Militância Negra e Política

Em 2008, Wellington passou a integrar a União de Negras e Negros de Juiz de Fora (UNEGRO/JF), além da UNEGRO/MG e UNEGRO/BR. Essa organização é voltada para a luta contra o racismo e pela valorização da cultura negra.

No mesmo ano, candidatou-se a vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT), obtendo 1.187 votos. Embora não tenha sido eleito, sua candidatura representou a entrada formal na política partidária, ampliando sua visibilidade e reforçando sua identidade como militante negro.

Em 2010, apoiou logisticamente a ocupação do assentamento Denis Gonçalves, em Goianá (MG), mostrando solidariedade às lutas pela reforma agrária e pelo direito à terra. 

💼 Carreira Profissional e Formação Acadêmica

Em 2011, Wellington foi contratado como supervisor de atendimento da Claro, na Brasil Center Comunicações, onde permaneceu até 2022. Essa experiência no setor privado lhe deu conhecimento sobre gestão, atendimento ao público e funcionamento empresarial.

Buscando novos caminhos, em 2012 ingressou na faculdade. Em 2017 concluiu o Bacharelado em Administração Pública pela UFJF. Além disso, realizou cursos de extensão pela Fiocruz, abordando temas como enfrentamento ao estigma e discriminação de populações vulneráveis e políticas de ações afirmativas. Também cursou Gestão de Recursos Humanos na Faculdade Estácio.

Essa formação acadêmica complementou sua prática comunitária, fornecendo embasamento teórico para suas ações sociais e políticas.

🎭 Cultura, Palestras e Reconhecimento

Entre 2015 e 2016, Wellington participou das atividades da Casa de Cultura Evailton Vilela, ampliando sua atuação para o campo cultural. Sua experiência acumulada o tornou referência, sendo constantemente convidado por instituições para ministrar palestras sobre direitos, igualdade racial e políticas públicas.

Em 2020, foi escolhido pelo PCdoB de Juiz de Fora como candidato a vice-prefeito, demonstrando a confiança que partidos progressistas depositam em sua liderança.

🏛️ Conselhos e Políticas Públicas

Em 2021, Wellington foi eleito segundo secretário do Conselho Municipal para a Promoção da Igualdade Racial. No ano seguinte, tornou-se membro do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Extermínio e Encarceramento da Juventude Negra.

Em novembro de 2022, participou da homologação do Plano Municipal Juventude Quer Viver – Plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra de Juiz de Fora. Para ele, o enfrentamento à violência contra jovens negros deve ser prioridade governamental, dada a complexidade do problema.

Sua participação em diversos conselhos revela sua capacidade de articular políticas públicas e de representar a comunidade negra em espaços institucionais. Ele denuncia o racismo estrutural, observando que, apesar de Juiz de Fora ter mais de 56% de população negra, apenas cerca de 6% dos participantes em conselhos são pessoas pretas.

🌍 Visão e Legado

Wellington enxerga sua missão como a de transformar vidas para melhor. Sua trajetória combina experiência comunitária, militância política, atuação institucional e formação acadêmica.

Ele representa a luta contra o racismo, a defesa da infância e juventude e a busca por igualdade social. Sua história é exemplo de como indivíduos oriundos de contextos populares podem se tornar agentes de mudança, influenciando políticas públicas e inspirando novas gerações.

 

 

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