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Educação

Professores do Rio de Janeiro aderem a paralisação de 24 horas

Categoria busca recomposição salarial e melhores condições de trabalho; novas assembleias definirão próximos passos.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Professores do Rio de Janeiro aderem a paralisação de 24 horas
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Docentes e funcionários administrativos das redes de ensino municipal e estadual do Rio de Janeiro participaram nesta quinta-feira (9) de uma interrupção das atividades por 24 horas, exigindo reajuste salarial e aprimoramento das condições de trabalho.

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, Helenita Beserra, informou que os profissionais da rede estadual deliberaram em assembleia por uma nova reunião em 5 de maio para debater a possibilidade de greve geral. Após a deliberação, ocorreu um ato em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Para os profissionais da rede municipal, uma nova assembleia está agendada para 16 de maio. Na capital, após a assembleia, o grupo realizou um protesto público na Cinelândia, no centro da cidade.

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A principal demanda em ambos os casos é a compensação pelas perdas financeiras acumuladas ao longo dos últimos anos.

Conforme cálculo do Sepe, em colaboração com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as perdas salariais desde 2019 chegam a 24,07%. Para a rede estadual, o reajuste necessário seria de aproximadamente 56% sobre os salários de janeiro de 2026.

Adicionalmente, os professores municipais pleiteiam o fim da cobrança por minutagem excedente sem remuneração adequada, o pagamento do Acordo de Resultados 2024 (correspondente ao 14º salário), o cumprimento do piso nacional para Professores Adjuntos da Educação Infantil (PAEIs), o descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia, o aumento do vale-refeição e alterações nas normas de remoção.

Na rede estadual, a categoria também exige o cumprimento integral do acordo de recomposição firmado com a Alerj em 2021, que previa um aumento de 26,5% em três parcelas, das quais apenas a primeira foi efetivada, além da aplicação do piso nacional do magistério.

Em comunicado, a Secretaria Estadual de Educação assegurou que as aulas transcorreram normalmente e sem interrupções na rede durante a paralisação. A pasta reiterou o respeito ao direito de manifestação dos servidores e o compromisso com a valorização dos educadores.

A Secretaria Municipal de Educação declarou que mantém um diálogo contínuo com o sindicato e tem realizado encontros frequentes com os representantes da categoria.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil

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