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Sexta-feira, 07 de Agosto 2026
Juiz de Fora

Pesquisa da UFJF analisa violência doméstica e impacto do Auxílio-Moradia para mulheres em Juiz de Fora

Estudo da pós-graduação em Geografia revela mais de 18 mil ocorrências no município entre 2021 e 2024 e avalia avanços e limites da política habitacional pública

Talia Santana
Por Talia Santana
Pesquisa da UFJF analisa violência doméstica e impacto do Auxílio-Moradia para mulheres em Juiz de Fora
Ao centro: Helena Rizzatti e Lunária Ferreira de Assis, juntamente de seu grupo de pesquisa. (Arquivo pessoal) Divulgado pela UFJF
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Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) investigou a dinâmica da violência doméstica e a aplicação de políticas habitacionais no município. O estudo, elaborado pela pesquisadora Lunária Assis sob orientação da professora Helena Rizzatti, analisou o panorama dos crimes de gênero em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e a execução do Programa Auxílio-Moradia.

Estatísticas e perfil da violência doméstica no município

O levantamento apontou que Juiz de Fora registrou mais de 18 mil ocorrências de violência doméstica e familiar entre os anos de 2021 e 2024. Os dados mostram a predominância de crimes ocorridos no ambiente privado e com autores conhecidos das vítimas.

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Foram constatada durante a pesquisa que cerca de 60% das agressões e abusos ocorreram dentro da própria residência das vítimas.  E os apontamentos indicam que a autoria são ex-companheiros, motivados por atritos familiares, figurando crimes como ameaça e violência psicológica como tipificação mais frequente.

Atuação e fragilidades do Programa Auxílio-Moradia

Instituído pela Lei Municipal 14.214/2021, o Programa Auxílio-Moradia oferece subsídio financeiro temporário para aluguel e despesas emergenciais a mulheres em situação de risco de morte e sem autonomia financeira. Durante o período analisado (2021 a 2024), a política pública atendeu 93 mulheres em 40 regiões urbanas de Juiz de Fora.

Do total de beneficiárias atendidas pela iniciativa municipal, 86 possuíam filhos, metade não declarou renda e apenas uma tinha curso superior completo. A pesquisa concluiu que, embora o programa cumpra o papel de interromper emergencialmente o ciclo de agressões e oferecer suporte psicossocial, ainda apresenta lacunas de integração com políticas de emprego, moradia definitiva e atendimento à população feminina da zona rural.

DISPONIBILIZAÇÃO DA PESQUISA 

A UFJF disponibilizou em seu site a pesquisa dissertativa, e também a entrevista realizada com a professora Helena Rizzati. Confira na íntegra da faculdade

FONTE/CRÉDITOS: UFJF

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