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Terça-feira, 04 de Agosto 2026
Brasil/Mundo

Operação Quimera combate esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho no RJ

Ação da Polícia Civil e do MP investiga a movimentação ilegal de R$ 11 milhões por meio de um clube recreativo e de uma pousada em Búzios.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Operação Quimera combate esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho no RJ
© Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual deflagraram, nesta terça-feira (4), a Operação Quimera contra um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 11 milhões ligado ao Comando Vermelho. A rede criminosa utilizava um clube na zona norte da capital e uma pousada em Armação dos Búzios para reinserir recursos do tráfico na economia formal.

Invasão e ameaças a clubes sociais

As apurações começaram após dirigentes do Clube Social Marabu, no bairro Encantado, relatarem extorsões promovidas pela liderança do Morro do Dezoito. A facção cobrava R$ 6 mil mensais e exigia a entrega da gestão da entidade para dar lugar a operadores do tráfico.

Posteriormente, os agentes descobriram uma tática idêntica no Várzea Country Club, em Água Santa. Pessoas ligadas à organização criminosa assumiram a administração informal do espaço de mais de 60 anos, passando a controlar eventos e transações sem qualquer vínculo estatutário.

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Movimentações atípicas e repasses por Pix

A investigação identificou um núcleo familiar estruturado para movimentar os valores. Um dos gestores informais movimentou R$ 2,4 milhões em seis meses sem comprovação de renda, enquanto outro suspeito, envolvido em roubos de carga, realizou 40 transferências via Pix somando R$ 240 mil.

Além disso, uma investigada que declarava ganhar R$ 3,2 mil como recepcionista transacionou R$ 2,2 milhões no mesmo período. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) confirmaram repasses fracionados e depósitos em espécie entre familiares e empresas fictícias.

Pousada em Búzios e bloqueios judiciais

No litoral do estado, a Pousada Menino do Rio também servia para a ocultação patrimonial. Apesar de ter apenas 16 quartos, o estabelecimento movimentou R$ 3,44 milhões em seis meses e registrou mais de 600 depósitos em dinheiro, ultrapassando R$ 955 mil em espécie.

Diante das provas reunidas, a Justiça determinou o bloqueio de bens, o congelamento de contas bancárias e a quebra dos sigilos fiscal e bancário de todas as pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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