Atualmente o Brasil já disponibilizou cerca de 6 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, com isso muitas pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários passam a receber a dose antes dessas pessoas. Dentre elas estão políticos, profissionais recém-nomeados, um chefe de setor de informática e um fotografo. O Ministério Público (MP) de diversos locais do país recebeu denúncias sobre a aplicação das vacinas nesses profissionais. Essas denúncias podem acarretar em ações penais e improbidade administrativa.
Nesta quinta-feira (21) foi suspensa, em Manaus, a vacinação dos profissionais de saúde para uma reformulação da campanha. Além disso, alguns municípios no interior do Amazonas vão precisar devolver doses do imunizante que não eram para terem sido enviadas.
Algumas polêmicas ocorreram ainda quando o filho de um deputado e as filhas de um empresário do local receberam as vacinas em Manaus. Com isso, as orientações são de que a aplicação das vacinas deve ser feita nos profissionais de saúde, principalmente os que tem contato com pacientes que apresentam a Covid-19, levando em conta o fato de terem comorbidades e a idade.
Após as denúncias e polêmicas o Tribunal de Contas do Amazonas deu o prazo de 24 horas, para que, o Estado e a prefeitura de Manaus apresentem uma lista com o nome das pessoas que já foram vacinadas e das que serão, sob pena de ser determinada a exoneração dos secretários de saúde.
Já o plano de imunização feito pelo Ministério da Saúde define como prioridade os profissionais de saúde, juntamente as equipes de vacinação, trabalhadores de asilos e funcionários de serviços de saúde público e privados que atendem pacientes com a Covid-19. O plano ainda explica que Estados e municípios podem dentro das regras "adequar a priorização conforme a realidade local".