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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
Juiz de Fora

Jaguatirica atropelada na MG-133 é devolvida à natureza em Minas Gerais

Animal silvestre passou por tratamento veterinário especializado no Cetas de Juiz de Fora e foi solto com auxílio de câmera térmica

Talia Santana
Por Talia Santana
Jaguatirica atropelada na MG-133 é devolvida à natureza em Minas Gerais
IEF / Divulgação
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Uma fêmea de jaguatirica foi devolvida ao seu habitat natural na última quinta-feira, 11/06, em uma área de Mata Atlântica situada nas proximidades do município de Piau, na Zona da Mata. O animal havia sido resgatado após sofrer um atropelamento na rodovia MG-133 e passou por um completo processo de recuperação médica no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Juiz de Fora. A ação de soltura foi coordenada por analistas do Instituto Estadual de Florestas (IEF) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar.

Resgate tecnológico e reabilitação

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O processo de salvamento da jaguatirica foi iniciado após usuários da rodovia avistarem o felino ferido no acostamento. Durante a noite do acidente, os bombeiros e a Polícia Militar Rodoviária tentaram capturar o bicho, que se escondeu na vegetação rasteira. A localização exata só foi possível durante a manhã seguinte, graças ao uso de um drone com câmera térmica, que identificou o calor corporal do felino em uma área de pastagem. O bicho foi sedado em campo pela equipe veterinária do IEF para o transporte seguro.

No Cetas de Juiz de Fora, os exames radiográficos e clínicos constataram o quadro de desidratação, revertido por meio de sessões de fluidoterapia. Para garantir que o felino não perdesse a sua capacidade de sobrevivência na floresta, o período de internação ocorreu em um recinto isolado do contato humano e com oferta de presas vivas, mantendo os hábitos de caça do predador. O local escolhido para a soltura cumpre critérios técnicos de proteção ambiental e fica distante de estradas para evitar novos acidentes em Minas Gerais.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Como a tecnologia auxiliou as equipes a localizarem a jaguatirica ferida na mata?

Devido à baixa visibilidade e ao comportamento do felino de se camuflar na vegetação após o atropelamento, os socorristas utilizaram um drone equipado com uma câmera de sensor térmico. O equipamento mapeou o calor do corpo do animal na pastagem, permitindo a aproximação precisa dos veterinários.

Quais cuidados específicos o animal recebeu no Cetas para não se acostumar com humanos?

Durante todo o período de internação e reabilitação na unidade do Cetas, a jaguatirica foi mantida em um cativeiro totalmente isolado da movimentação de pessoas. Além disso, a alimentação fornecida consistia em presas vivas, tática essencial para preservar o comportamento selvagem e os instintos de caça.

O que o cidadão deve fazer ao presenciar um animal silvestre ferido ou em risco nas rodovias?

A recomendação oficial dos órgãos ambientais determina que motoristas e moradores nunca tentem realizar o manejo, a aproximação ou a captura de bichos silvestres por conta própria. O correto é isolar a área visualmente e acionar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar de Meio Ambiente.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Minas

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