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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
Economia

FIEMG alerta para risco de retaliação aos EUA e impacto sobre empregos no Brasil

Federação defende negociação entre os países e afirma que medidas contra produtos norte-americanos podem elevar custos e reduzir a competitividade da indústria brasileira

Henrique Salvato
Por Henrique Salvato
FIEMG alerta para risco de retaliação aos EUA e impacto sobre empregos no Brasil
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Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com o novo acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas adotadas pelos Estados Unidos. Para a entidade, o Brasil deve defender seus interesses, mas evitar uma escalada de retaliações que possa atingir a indústria, os investimentos e os empregos.

A legislação já havia sido acionada em 2025. Na ocasião, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) analisou o caso e o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) reconheceu o enquadramento na Lei da Reciprocidade. Com o avanço das negociações entre Brasil e Estados Unidos, porém, o governo priorizou as tratativas diplomáticas e não chegou a aplicar tarifas retaliatórias ou outras restrições comerciais.

FIEMG defende negociação

Segundo a FIEMG, o novo acionamento da legislação não representa uma retaliação automática. A entidade avalia que uma guerra comercial não seria vantajosa para nenhum dos dois países.

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A federação defende que as negociações continuem com o objetivo de ampliar exceções às tarifas, reduzir barreiras comerciais e preservar o acesso de produtos brasileiros ao mercado norte-americano.

Para a entidade, o Brasil possui instrumentos legítimos para reagir às medidas dos Estados Unidos, mas qualquer contramedida precisa considerar os possíveis efeitos sobre a própria economia nacional.

Retaliação pode aumentar custos da indústria

A FIEMG alerta especialmente para a possibilidade de medidas contra insumos, máquinas, equipamentos e tecnologias importados dos Estados Unidos e utilizados pela indústria brasileira.

De acordo com a federação, a aplicação de tarifas sobre esses produtos poderia elevar os custos de produção, reduzir a competitividade das empresas brasileiras e gerar efeitos negativos sobre investimentos e empregos.

A entidade afirma que uma eventual retaliação precisa ser definida de forma estratégica para evitar que empresas brasileiras sejam prejudicadas por medidas adotadas em resposta à política comercial norte-americana.

Estudo estima impacto de R$ 259 bilhões no PIB

Um estudo realizado pela FIEMG em 2025 estimou os possíveis efeitos de um cenário hipotético de sobretaxa recíproca de 50% sobre as importações provenientes dos Estados Unidos.

Segundo a projeção, o impacto poderia provocar uma perda de até R$ 259 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, equivalente a 2,21%.

A federação destaca que os efeitos de uma disputa comercial não ficariam restritos às exportações e importações. Fornecedores, trabalhadores, investimentos, produção e arrecadação também poderiam ser afetados.

A FIEMG defende, portanto, que Brasil e Estados Unidos priorizem uma solução negociada, com medidas voltadas à redução das barreiras comerciais e à preservação da produção, dos investimentos e dos empregos.

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