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Saúde

Desinformação reduz adesão e deixa apenas 5% das crianças protegidas com vacina contra a covid

Programa Nacional de Imunizações aponta que discursos falsos propagados na pandemia continuam prejudicando a proteção do público infantil.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Desinformação reduz adesão e deixa apenas 5% das crianças protegidas com vacina contra a covid
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A covid-19 provocou mais de mil internações e dezenas de óbitos entre o público infantil no Brasil em 2026. Mesmo diante desse cenário, somente 5% dos pequenos completaram o esquema com as três doses da vacina contra a covid, conforme dados divulgados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), vinculado ao Ministério da Saúde.

Eder Gatti, diretor do PNI, assegura que o país dispõe de estoques regulares e contratos firmados para garantir o abastecimento contínuo. Contudo, ele responsabiliza os discursos contrários à imunização disseminados durante a crise sanitária, incluindo manifestações de autoridades da época, pela baixa adesão atual.

Desde 2024, a aplicação é recomendada aos 6, 7 e 9 meses de idade, podendo ser realizada até os 5 anos. Apesar disso, a resistência familiar persiste devido a boatos e teorias sem fundamento científico.

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Impacto da hesitação

O reflexo direto dessa relutância é a continuidade das perdas de vidas infantis. Mais de 1,1 mil menores de 14 anos precisaram de hospitalização por problemas respiratórios graves provocados pelo coronavírus neste ano.

Eder Gatti destaca que o desafio de imunizar crianças ocorre globalmente devido à propagação de notícias falsas. Para ele, a responsabilidade deve ser atribuída a quem desincentivou a população a procurar os postos de saúde.

Segurança dos imunizantes

Especialistas reforçam que os insumos passam por rigorosos testes e monitoramento contínuo. A vacina é considerada segura e altamente eficaz para prevenir complicações graves e óbitos.

FONTE/CRÉDITOS: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil

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