Um relatório inédito divulgado pela Agência Lupa revelou que cerca de 87% dos conteúdos virais sobre desinformação em saúde analisados entre 2017 e 2024 eram falsos. O levantamento reuniu centenas de materiais checados pela entidade com apoio da Afya.
Durante os anos de crise sanitária, o volume de boatos disparou. Mentiras utilizaram artifícios como a falsa autoridade de médicos para enganar o público rapidamente.
Estratégias e principais temas
A pesquisa apontou que apropriação de reputações científicas representou mais de 21% dos casos. Temas como a covid-19 e tratamentos milagrosos lideraram os registros.
“Um dos maiores desafios é que a desinformação se apropria da linguagem médica”, destacou Cristina Tardáguila, fundadora da Lupa.
O papel das plataformas
O aplicativo WhatsApp concentrou a maior parte dos conteúdos verificados, seguido por redes como Facebook e Instagram, segundo o estudo.

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