Presos conduzidos à 1ª Delegacia Regional da Polícia Civil, no bairro Santa Terezinha, em Juiz de Fora, estariam permanecendo por períodos que podem chegar a quase 48 horas na unidade, segundo denúncias recebidas de familiares, fontes policiais e da Comissão de Direitos Humanos da OAB/JF. Os relatos apontam demora no recebimento das ocorrências pela Polícia Civil e condições consideradas insalubres durante a custódia.
De acordo com as denúncias, o período de espera considera o intervalo entre a condução do preso e a conclusão dos procedimentos envolvendo as polícias Militar e Civil. Enquanto a ocorrência não é formalmente recebida pela Polícia Civil, a custódia permanece sob responsabilidade da Polícia Militar.
Relatos apontam falta de estrutura
Entre os problemas relatados estão pessoas mantidas de forma aglomerada nas celas, falta de alimentação e dificuldades para que os custodiados tenham contato com familiares e advogados.
Também há denúncias relacionadas às celas destinadas a mulheres e adolescentes. Segundo os relatos, esses espaços não possuem sanitários, fazendo com que os custodiados precisem utilizar o próprio ambiente para fazer necessidades fisiológicas.
A Comissão de Direitos Humanos da OAB/JF confirmou ter recebido reclamações sobre as condições da unidade. Segundo a entidade, os problemas não atingem apenas os presos, mas também policiais e outros trabalhadores que permanecem durante o dia na delegacia.
Problemas estruturais já haviam sido denunciados
As reclamações sobre a estrutura da unidade não são recentes. Em março, o Sindpol/MG já havia denunciado problemas no prédio, incluindo salas deterioradas e equipamentos sucateados.
Na ocasião, também foi manifestada preocupação com a estrutura de um reservatório suspenso sobre a delegacia.
Polícia Civil prevê melhorias em 2026
Procurada sobre as denúncias, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que adota as medidas necessárias para garantir a segurança e condições adequadas durante o período de custódia provisória. A instituição afirmou ainda que acompanha as condições estruturais e o funcionamento das celas.
Segundo a PCMG, estão previstas para 2026 obras de melhorias e adequações no espaço destinado à custódia temporária.
A corporação também ressaltou que a permanência de presos em delegacias é considerada “provisória e excepcional”. Após a conclusão dos procedimentos, os custodiados são encaminhados ao sistema prisional.
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