Enquanto sindicatos celebram o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas, o setor empresarial lamenta a mudança e cobra uma revisão da proposta aprovada pelo Congresso Nacional na quarta-feira (14).
A Central Única dos Trabalhadores classificou a medida como uma vitória maiúscula da classe trabalhadora brasileira. Em nota oficial, a entidade destacou que a decisão supera um modelo arcaico e desgastante para quem produz as riquezas da nação.
Em contrapartida, a Confederação Nacional da Indústria classificou o avanço da proposta como um retrocesso para a economia nacional. O presidente da CNI, Ricardo Alban, solicitou que os parlamentares revisitem o tema diante dos riscos de inflação e perda de competitividade.
Repercussão sindical e patronal
A Força Sindical também elogiou o resultado, ressaltando que o diálogo democrático garantiu uma conquista que beneficiará milhões de brasileiros. Segundo a central, mais tempo livre favorece a saúde, o convívio familiar e o lazer dos trabalhadores.
Por outro lado, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo criticou a votação do tema. A entidade patronal argumenta que mudanças estruturais exigem avaliações técnicas aprofundadas sobre os reflexos na sustentabilidade das empresas.
A CNI estima que a alteração na jornada pode elevar os custos de produção em até R$ 267 bilhões. Os cálculos apontam ainda uma retração de 0,7% no Produto Interno Bruto e uma inflação média projetada em 6,2%.
Aprovação no Congresso
O plenário do Senado concluiu a votação da matéria na noite de ontem com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, após articulação liderada pela presidência da casa legislativa.
O texto aprovado estabelece o descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana. A transição prevê redução imediata para 42 horas semanais e, após doze meses, o limite definitivo de 40 horas.

RCWTV
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