A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) emitiu um comunicado oficial para a imprensa, detalhando as modificações nos acordos contratuais com as cidades que atende. Essas mudanças surgem no contexto do debate sobre a desestatização da empresa e suas possíveis repercussões nos municípios mineiros.
Conforme a Copasa, as revisões contratuais estão em conformidade com o Novo Marco Legal do Saneamento Básico. O propósito é modernizar os instrumentos de prestação de serviços, visando assegurar as metas de universalização, além de conferir maior estabilidade jurídica à oferta contínua de água potável e ao tratamento de efluentes.
Atualização dos contratos e metas de universalização
A Copasa ressalta que grande parte dos contratos vigentes não contempla explicitamente as metas nacionais de universalização, as quais estabelecem:
- 99% da população com acesso à água potável
- 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033
Diante do processo de desestatização, a intenção é substituir os acordos atuais por novos contratos de concessão, que integrarão essas metas como cláusulas obrigatórias.
Expansão dos serviços e cobertura territorial
Um aspecto relevante enfatizado é a potencial expansão dos serviços de esgotamento sanitário em localidades que, atualmente, dispõem apenas de abastecimento de água.
Os novos instrumentos contratuais poderão, ainda, incluir:
- Implantação de sistemas de coleta e tratamento de esgoto
- Indicadores de desempenho específicos por município
- Expansão do atendimento para áreas rurais, distritos e povoados
Para tornar essa cobertura possível, será aplicado um critério técnico que exige um mínimo de 10 imóveis, com uma distância máxima de 35 metros entre eles.
Segurança jurídica e prazos contratuais
A empresa assegura que o novo formato proporciona maior segurança jurídica, visto que os contratos estarão em conformidade com as diretrizes do marco legal, garantindo a continuidade dos serviços sem a exigência de novos processos licitatórios por parte dos municípios.
Além disso, os acordos terão prazos unificados até o ano de 2073, o que contribuirá para:
- Diluição dos custos de investimento
- Maior previsibilidade financeira
- Sustentabilidade do sistema
Tarifas e equilíbrio econômico
A Copasa enfatiza que o modelo proposto preserva a uniformidade tarifária entre as localidades atendidas, impedindo que municípios de menor porte enfrentem custos mais altos.
Adicionalmente, a iniciativa visa assegurar:
- Modicidade tarifária
- Evitar aumentos excessivos nas contas de água e esgoto
Benefícios sociais mantidos
Os programas de cunho social serão igualmente mantidos, abrangendo:
- Tarifa Social, com descontos de até 65% para famílias de baixa renda (CadÚnico ou BPC)
- Repasse de até 4% da receita líquida para municípios com Fundo e Plano Municipal de Saneamento Básico
Compromisso ambiental
No âmbito ambiental, ações como o Programa Pró-Mananciais seguirão em execução, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Arsae-MG, consolidando o compromisso com a proteção dos recursos hídricos.
Canal de atendimento
Para sanar dúvidas e fornecer esclarecimentos, a Copasa disponibilizou um canal de comunicação exclusivo para gestores municipais, acessível através do e-mail: [email protected]

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