No Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira (14/04), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) destaca o impacto dos investimentos no setor. Nos últimos cinco anos, a instituição liberou mais de R$ 1,6 bilhão em financiamentos apenas pela linha Funcafé. O aporte tem sido fundamental para que produtores mineiros adotem práticas sustentáveis e conquistem mercados internacionais rigorosos, como o europeu e o norte-americano.
Expansão por meio da agricultura regenerativa
O acesso ao crédito tem permitido a transformação de propriedades no Alto Paranaíba. Produtores da região, como Lázaro Ribeiro de Oliveira, da Fazenda Congonhas Estate Coffee, investiram na cobertura do solo, uso de matéria orgânica e defensivos biológicos. Com o manejo regenerativo, a fazenda cresceu de 40 para 300 hectares, alcançando uma produtividade média de 45 sacas por hectare.
A transição para modelos sustentáveis oferece benefícios diretos às lavouras:
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Maior retenção de umidade no solo;
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Desenvolvimento de raízes mais profundas;
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Melhoria nas notas sensoriais dos grãos;
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Valorização do produto final no mercado externo.
Bom Jardim Estate Coffee / Divulgação
Fortalecimento do mercado internacional
Outro exemplo de sucesso é a Bom Jardim Estate Coffee, que utiliza o crédito para adquirir adubos organominerais e manter uma área 100% irrigada com colheita mecanizada. Toda a produção da propriedade, que atinge 50 sacas por hectare, é destinada à exportação.
O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, reforça que o objetivo é ampliar esses financiamentos. Além do Funcafé, o programa BDMG LabAgrominas, em parceria com cooperativas de crédito, foca especificamente em apoiar o agro mineiro na adaptação a padrões globais de sustentabilidade e qualidade.
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