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Política

Ato em São Paulo cobra neutralidade da Meta nas eleições após decisão do TSE

Manifestantes pedem mais transparência em algoritmos enquanto a Justiça Eleitoral exige provas de isonomia na distribuição de conteúdos.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Ato em São Paulo cobra neutralidade da Meta nas eleições após decisão do TSE
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Na noite da última segunda-feira (19), centenas de manifestantes se reuniram na zona oeste de São Paulo para exigir a neutralidade da Meta nas eleições. O protesto ocorreu em frente às sedes brasileiras da gigante de tecnologia e do Google, motivado por denúncias de falta de transparência e interferência indevida na mediação de conteúdos nas redes sociais.

Sob o bordão “Meta, não se meta”, ativistas e representantes de movimentos sociais tentaram entregar um documento com reivindicações à empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. No entanto, o protocolo presencial foi recusado pela companhia. Como alternativa, os organizadores informaram que farão o envio digital do manifesto em uma ação coletiva.

Segundo a programadora Veronica Gimenez, representante da ONG TravaHacker, a cobrança visa garantir pontos básicos no debate público democrático. A ativista reforçou a necessidade de mecanismos de auditoria e publicação de relatórios frequentes sobre a moderação exercida pelas plataformas digitais.

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Durante o ato, os participantes também criticaram a concentração do mercado de dados e os supostos privilégios concedidos a determinados espectros políticos. O ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, relatou que a Meta descumpre uma ordem judicial há 11 meses para restabelecer sua conta, acusando a empresa de desrespeitar o sistema legal brasileiro.

Determinação do TSE

O protesto coincide com desdobramentos na esfera judicial. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu representações apresentadas pelas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro, que questionam a disparidade na entrega orgânica e impulsionada de conteúdos políticos.

Diante dos questionamentos, o ministro Marco Aurélio Bellizze concedeu o prazo de 24 horas para que a Meta comprove a adoção de medidas efetivas de isonomia no tratamento das campanhas partidárias.

Em sua defesa, a Meta declarou por meio de nota que as restrições e atrasos no acesso a comunidades decorrem da complexidade das normas eleitorais vigentes e do tempo exigido para a checagem das publicações.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil

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