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A Dor de Karol Conka

Como a dor de se sentir menor e excluída é capaz de tornar uma pessoa agressiva e excludente

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          Olá amigos leitores! Hoje vou fugir do tradicional. Vou me aventurar a comentar o assunto do momento, que é a atual edição do Reality Show da TV Globo.

          Temos visto uma plêiade de bizarrices acontecendo e a que mais me chama a atenção é a questão da Karol. Isso porque, pelo que pude ler nas redes sociais, pois me recuso assistir a este tipo de programa, vejo nela um grande sofrimento. Aliás tão grande que ela nem percebe que está agindo como tal por conta de uma angústia e um medo que lhe assola a alma.

          Vou direto ao ponto. A necessidade que a pessoa citada tem de agredir e se impor, não está ligado a uma questão de seu caráter, muito pelo contrário, percebo é que ela, dentro de um sofrimento atroz, precisa adotar medidas para que as pessoas a admirem, valorizem e principalmente que ela necessita de ser o centro das atenções, seja pelo seu talento musical, seja por sua beleza ou mesmo como protagonista em um processo de conflito.

          Sua postura, sinaliza para mim, muito além da arrogância e da arrogância da apresentadora, sua crueldade ou mesmo seus delírios. Vejo na verdade uma pessoa em profundo sofrimento, carente de amor e que ao menor sinal de que isso não possa acontecer, parte para suas afirmações megalomaníacas, criando um discurso que, de alguma forma, a torne indispensável.

          Um exemplo, que podemos destacar desta situação, foi que em uma determinada prova, quando teve um desempenho aquém do que ela esperava, saiu disparando como se a culpa de suas ações fosse do outro. Dizendo que foi a torcida contra das pessoas que também estão no programa, que a tiraram da oportunidade de ser líder da casa e garantir mais uma semana no programa.

          Outro ponto que corrobora meus argumentos é o fato de que, em outro momento, ela disse aos seus colegas que isolar um outro competidor seria saudável porque sua mãe a ensinava com o isolamento, sendo ignorada por horas ou mesmo passando dias sem conversar com a Karol.

          Agora, tente imaginar a pequena Karol, clamando por atenção e sendo sumariamente ignorada por sua mãe, o que ela precisou fazer para conseguir essa atenção? Imagine o vazio que essa pessoa sente dentro de si, pois seu narcisismo está em ebulição, não porque ela seja má, mas porque está desesperadamente procurando afetos e mais, o único meio de não cair numa ruptura de seu ego é criar mecanismos de defesa que lhe possibilitem existir de um modo que lhe cause menos incômodo.

          Fico pensando como será a vida dela fora da casa, quando descobrir que foi a única participante do programa que perdeu seguidores nas redes sociais, aliás fruto de uma outra cultura que é a do cancelamento. Além desse fato ela ainda anda perdendo contratos de marketing e provavelmente vai cair em ostracismo após o programa.

          Talvez ela caia exatamente no mesmo local que tentou colocar outros participantes, no lugar do isolamento. No texto “Psicologia das Massas e Análise do Ego” de 1921, ele descreve como um movimento em massa é capaz de seduzir e capturar o sujeito apenas por cultivar ódio contra um rival com a intenção de eliminá-lo de forma real ou simbólica. Isso é exatamente o que Karol anda fazendo com as demais pessoas, tentando cancelar uma a uma até que possa retirar do alvo do cancelamento todo e possível foco de atenção.

          Penso que ela precisa de muita ajuda, muita mesmo, especialmente quando sair da casa, pois caso contrário, poderemos ver um ser humano se perder em si mesmo. Karol não está sozinha, tal como ela, existem muitas outras, que sentem dor, mas como não sabem exatamente o que e onde dói, partem para o ataque, manipulação e principalmente, por conta de uma fragilidade afetiva, precisa desesperadamente e, a todo custo, bancar uma posição agressiva. Caso contrário os outros perceberão o quanto está machucada emocionalmente e como ela se sente desesperadamente abandonada.

          Longe de mim querer ser a última palavra sobre suas dores. Aliás nem de longe tenho essa pretensão, meu objetivo foi somente dizer que antes de atirarmos pedras, tal como as que ela atira em quem está a sua volta e não cumpre o papel desejado, devemos olhar mais de perto e ver que ali está uma alma em sofrimento.        

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A Dor de Karol Conka

          Olá amigos leitores! Hoje vou fugir do tradicional. Vou me aventurar a comentar o assunto do momento, que é a atual edição do Reality Show da TV Globo.

          Temos visto uma plêiade de bizarrices acontecendo e a que mais me chama a atenção é a questão da Karol. Isso porque, pelo que pude ler nas redes sociais, pois me recuso assistir a este tipo de programa, vejo nela um grande sofrimento. Aliás tão grande que ela nem percebe que está agindo como tal por conta de uma angústia e um medo que lhe assola a alma.

          Vou direto ao ponto. A necessidade que a pessoa citada tem de agredir e se impor, não está ligado a uma questão de seu caráter, muito pelo contrário, percebo é que ela, dentro de um sofrimento atroz, precisa adotar medidas para que as pessoas a admirem, valorizem e principalmente que ela necessita de ser o centro das atenções, seja pelo seu talento musical, seja por sua beleza ou mesmo como protagonista em um processo de conflito.

          Sua postura, sinaliza para mim, muito além da arrogância e da arrogância da apresentadora, sua crueldade ou mesmo seus delírios. Vejo na verdade uma pessoa em profundo sofrimento, carente de amor e que ao menor sinal de que isso não possa acontecer, parte para suas afirmações megalomaníacas, criando um discurso que, de alguma forma, a torne indispensável.

          Um exemplo, que podemos destacar desta situação, foi que em uma determinada prova, quando teve um desempenho aquém do que ela esperava, saiu disparando como se a culpa de suas ações fosse do outro. Dizendo que foi a torcida contra das pessoas que também estão no programa, que a tiraram da oportunidade de ser líder da casa e garantir mais uma semana no programa.

          Outro ponto que corrobora meus argumentos é o fato de que, em outro momento, ela disse aos seus colegas que isolar um outro competidor seria saudável porque sua mãe a ensinava com o isolamento, sendo ignorada por horas ou mesmo passando dias sem conversar com a Karol.

          Agora, tente imaginar a pequena Karol, clamando por atenção e sendo sumariamente ignorada por sua mãe, o que ela precisou fazer para conseguir essa atenção? Imagine o vazio que essa pessoa sente dentro de si, pois seu narcisismo está em ebulição, não porque ela seja má, mas porque está desesperadamente procurando afetos e mais, o único meio de não cair numa ruptura de seu ego é criar mecanismos de defesa que lhe possibilitem existir de um modo que lhe cause menos incômodo.

          Fico pensando como será a vida dela fora da casa, quando descobrir que foi a única participante do programa que perdeu seguidores nas redes sociais, aliás fruto de uma outra cultura que é a do cancelamento. Além desse fato ela ainda anda perdendo contratos de marketing e provavelmente vai cair em ostracismo após o programa.

          Talvez ela caia exatamente no mesmo local que tentou colocar outros participantes, no lugar do isolamento. No texto “Psicologia das Massas e Análise do Ego” de 1921, ele descreve como um movimento em massa é capaz de seduzir e capturar o sujeito apenas por cultivar ódio contra um rival com a intenção de eliminá-lo de forma real ou simbólica. Isso é exatamente o que Karol anda fazendo com as demais pessoas, tentando cancelar uma a uma até que possa retirar do alvo do cancelamento todo e possível foco de atenção.

          Penso que ela precisa de muita ajuda, muita mesmo, especialmente quando sair da casa, pois caso contrário, poderemos ver um ser humano se perder em si mesmo. Karol não está sozinha, tal como ela, existem muitas outras, que sentem dor, mas como não sabem exatamente o que e onde dói, partem para o ataque, manipulação e principalmente, por conta de uma fragilidade afetiva, precisa desesperadamente e, a todo custo, bancar uma posição agressiva. Caso contrário os outros perceberão o quanto está machucada emocionalmente e como ela se sente desesperadamente abandonada.

          Longe de mim querer ser a última palavra sobre suas dores. Aliás nem de longe tenho essa pretensão, meu objetivo foi somente dizer que antes de atirarmos pedras, tal como as que ela atira em quem está a sua volta e não cumpre o papel desejado, devemos olhar mais de perto e ver que ali está uma alma em sofrimento.        

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