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Terça-feira, 09 de Junho 2026
Justiça

TSE analisa liminar que suspendeu pesquisa desfavorável a Flávio Bolsonaro

Ministro Nunes Marques acatou pedido do PL, que alegou direcionamento negativo e ligação indevida do senador com escândalo financeiro.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
TSE analisa liminar que suspendeu pesquisa desfavorável a Flávio Bolsonaro
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará nesta terça-feira (9), em sessão extraordinária, se a decisão liminar do ministro Nunes Marques de suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral que apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será mantida ou revogada. A pesquisa, divulgada em maio, foi questionada pelo Partido Liberal (PL) após o vazamento de áudios que ligavam o pré-candidato a um ex-banqueiro investigado por fraudes financeiras.

A AtlasIntel, empresa responsável pelo levantamento, foi notificada a retirar a pesquisa de seus canais de comunicação e a interromper qualquer divulgação. A decisão liminar de Nunes Marques, presidente do TSE, possui caráter provisório e aguarda referendo do plenário, composto por sete ministros, incluindo ele próprio.

O ministro Nunes Marques acolheu os argumentos do PL, que sustentou que a pesquisa apresentava um direcionamento negativo contra Flávio Bolsonaro. O partido apontou que oito das 49 perguntas do questionário faziam referência ao Banco Master e ao escândalo financeiro, estabelecendo uma ligação indevida com o senador.

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Segundo o PL, as perguntas eram tendenciosas e sequenciais, com o intuito de influenciar a resposta dos entrevistados. Ademais, o partido argumentou que a autenticidade do áudio que embasou as perguntas ainda não havia sido verificada pela Justiça, o que tornaria a pesquisa inválida.

Em sua decisão, Nunes Marques considerou os argumentos do PL plausíveis, indicando que a questão ia além de uma simples discordância metodológica, mas envolvia uma alegação objetiva de que o questionário poderia ter sido usado para induzir o entrevistado.

Em resposta à liminar, a AtlasIntel defendeu a metodologia e a robustez técnica de seu estudo, afirmando que a situação seria devidamente esclarecida e confiando no julgamento do TSE para validar a legalidade da pesquisa.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

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