Nesta segunda-feira, 23, as equipes dos departamentos pedagógicos da Secretaria de Educação (SE) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) participaram de uma formação sobre “Educação Aberta e Cidadania Digital“. Em parceria com o Instituto EducaDigital, os profissionais da SE puderam conhecer um pouco mais sobre o movimento global pela Educação Aberta e Recursos Educacionais Abertos (REAs).
Na palestra transmitida pelo canal do Instituto EducaDigital no YouTube, a professora e pesquisadora da Cátedra Unesco em Educação a Distância na Universidade de Brasília (UnB), Priscila Gonsales, abordou questões para auxiliar os servidores da SE a compreenderem como a Educação Aberta se relaciona ao conceito e práticas de Cidadania Digital, contemplando questões emergentes como direito autoral, liberdade de expressão e proteção de dados pessoais.
Priscila destacou alguns dos desafios emergentes para a educação, tais como considerar o contexto em constante transformação, buscar a pluralidade de ideias e possibilidades e promover a cultura de colaboração. “Educar para a Cidadania Digital envolve compreender o novo cenário da cultura digital e promover os direitos humanos no contexto digital”, afirmou.
Na abertura da formação, a gerente do Departamento de Planejamento Pedagógico e de Formação (DPPF) da SE, Luciana Castro, ressaltou a importância de refletir sobre os Recursos Educacionais Abertos no âmbito da rede municipal de Juiz de Fora. “Para a nossa gestão na SE, essa é uma temática muito cara pelos princípios que carrega, dos quais se destacam a possibilidade de partilha, de construção de práticas e de conhecimentos colaborativos, a valorização da democracia e o desenvolvimento sustentável”.
A Educação Aberta é um movimento histórico que atualmente busca promover a equidade, a inclusão e a qualidade na educação por meio de práticas pedagógicas abertas apoiadas na liberdade de usar, combinar, alterar e redistribuir recursos educacionais. Priscila alertou para o fato de que Recurso Educacional Aberto é diferente de material gratuito, podendo a Educação Aberta permitir que materiais sejam compartilhados por todos com base numa ideia de bem comum. “Nem todo aberto é necessariamente gratuito. Dependendo da licença do material, o interesse é a distribuição e quanto maior a circulação, melhor, à medida que esses conhecimentos vão sendo disseminados”.
Alguns servidores da SE reuniram-se no auditório do Centro de Formação do Professor para assistir à palestra, respeitados o distanciamento e demais protocolos de combate à Covid-19. Segundo a gerente do DPPF, essa formação foi uma ação inicial para incentivar e fomentar a perspectiva de implementação de uma política de educação aberta na rede municipal de Juiz de Fora. “Serão necessários outros momentos formativos para que a gestão aprofunde os conhecimentos de todo o princípio que respalda a proposta, permitindo, assim, avanços na autoria docente, discente e dos demais profissionais da educação na rede municipal”.
