A Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/JF) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio do Departamento de Estudos, Pesquisas e Projetos (DEPP), realizou pesquisa no período de 19 de maio a 24 de junho, com o intuito de colher dados e assim, conseguir mensurar a satisfação dos consumidores com deficiência, em relação à acessibilidade e inclusão no mercado de consumo.
A pesquisa foi aplicada através de um questionário pelo link na página do Procon, no portal oficial da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). O questionário foi elaborado buscando entender quais são as principais dificuldades que os consumidores com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida encontram no mercado de consumo, seja em lojas físicas ou digitais.
Segundo a supervisora de Pesquisas e Projetos, Gisele Zaquini, “o objetivo da pesquisa foi dar voz às pessoas com deficiência para que, a partir de suas experiências enquanto consumidores, destaquem as barreiras encontradas nas relações consumeristas e assim instrumentalizar o Procon de Juiz de Fora para a elaboração de materiais educativos e de orientação para os fornecedores, visando chamar a atenção destes para investirem na inclusão de todas as pessoas, tanto nos estabelecimentos físicos, quanto nos ambientes virtuais de venda de produtos e serviços”.
Dentre os respondentes da pesquisa, 50% dos participantes possuem deficiência visual, seguidos por 25% que possuem deficiência física. 43,8% dos respondentes correspondem a idade de 41 a 50 anos.
De acordo com os resultados encontrados na pesquisa, os problemas nas lojas físicas têm caráter diverso. São citados problemas de atendimento, de acesso físico ao estabelecimento ou empresa em questão, problemas com as embalagens apresentadas de modos inacessíveis, questões para obter ou preencher documentação, ter acesso à oferta e condições de pagamento ou mesmo efetuar pagamentos. Dentre todas as questões, aquelas que advém de caráter atitudinal são as mais relevantes entre os relatos tendo sido destacadas por 90% dos respondentes.
O mais relevante empecilho encontrado no consumo on-line está na falta de acessibilidade dos sites e aplicativos, ou seja, na ausência de adaptação dessas plataformas, de modo a atender pessoas com deficiência. São relatados excessos de telas, ausência de áudio descrição, informação escassa e ausência de sinalizações durante o acesso.
A partir dos resultados apurados, o Procon traçará ações de cunho educativo com vistas a orientar fornecedores acerca da temática e da importância de se conferir acessibilidade e igualdade de condições a todos, inclusive nas relações de consumo.
