Dia 25 de julho é uma data de luta história. Nesta segunda é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e também o Dia Municipal Cirene Candanda. Por isso, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) promoveu nesta manhã, na Casa dos Conselhos, o lançamento de um documentário em homenagem à líder comunitária que dá nome à data. Há um ano, o espaço recebeu uma placa denominando o local como auditório Cirene Candanda. A lembrança de nomes de mulheres pretas que tiveram a trajetória marcada pela busca de representatividade e igualdade de condições foram os destaques do evento.
Maria das Graças Candanda, irmã de Cirene, relembrou o que representou a figura da líder comunitária para Juiz de Fora. "Cirene foi presidente dos Conselhos de Saúde e de Moradia; participava dos movimentos negros. Assim como Zumbi dos Palmares, Cirene não morreu. Ela está aqui e eu me orgulho muito disso.”
O secretário de Direitos Humanos, Biel Rocha, ressaltou que a data lembra vidas e resistências. “Cirene e tantas outras mulheres pretas ajudaram e ajudam na formação de uma sociedade mais igualitária. Sempre serão reverenciadas pela luta e representatividade histórica de mulheres negras, na sobrevivência em uma sociedade estruturalmente racista e machista. Essa é uma demonstração do poder público e da prefeita Margarida Salomão desse enfrentamento contra diversos tipos de violência e preconceitos”.
A superintendente da Funalfa, Giane Elisa, enfatizou que mulheres como Cirene Candanda são precursoras e que abriram caminhos para aceitação nos espaços. “Vamos criando formas na coletividade para combater o racismo. Se hoje ando com meu black ou minhas tranças é porque Cirene criou essa possibilidade com suas lutas. Só queremos a possibilidade de fruir a vida. Se atualmente temos mulheres negras nos espaços de poder, são por personagens como Cirene Candanda, Rosa Cabinda, Tereza de Benguela e tantas outras”.
A Presidente do Conselho Municipal para Promoção da Igualdade Racial, Marilda Simeão, e a vereadora Laís Perrut também estiveram presentes no evento.
Cirene Candanda
Cirene Izidorio Candanda é cidadã benemérita juiz-forana, reconhecida por sua luta contra a discriminação da raça negra. Seu trabalho está vinculado aos movimentos populares sociais e à área da saúde no município.
Militante, Cirene integrou a Juventude Operária Católica, a Pastoral do Negro Kaiode, o Fórum da Mulher Negra, o Conselho Municipal de Valorização da População Negra e a Secretaria de Combate ao Racismo do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT). Ela faleceu em 20 de novembro de 2006, justamente no dia dedicado à Consciência Negra no Brasil. Em Juiz de Fora, o dia 25 de julho é dedicado a ela, segundo a lei municipal n° 11.478 de 2007.
Foto: Carlos Mendonça
Outras informações:
(32) 3690-7331 ou [email protected] - Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH)
