As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira no final de fevereiro causaram um impacto severo no polo moveleiro de Ubá, o terceiro maior do Brasil. Um diagnóstico emergencial consolidado nesta terça-feira (3) revela que a inundação de galpões, a perda de estoques e danos em maquinários geraram um prejuízo material inicial de R$ 16 milhões, valor que pode ultrapassar R$ 35 milhões com a conclusão de novos laudos.
Impacto Operacional e Empregos
A paralisação das atividades afeta diretamente a estabilidade econômica de milhares de famílias na região:
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Empresas afetadas: Pelo menos 34 indústrias foram atingidas direta ou indiretamente pelas águas.
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Postos de trabalho: Cerca de 2.847 trabalhadores atuam nas unidades que sofreram danos, tendo seus empregos ameaçados pela interrupção das operações.
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Nível de paralisação: Entre as indústrias diagnosticadas, 55% declararam paralisação total e 42% registraram interrupção temporária das atividades.
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Retomada: Apesar do cenário, o Intersind destaca que mais de 80% do polo já retomou o funcionamento normal, operando em plena capacidade nas áreas não atingidas.
Reflexos no Comércio e Infraestrutura
O presidente do Intersind, Gilberto Coelho, alerta que o impacto econômico transbordou as paredes das fábricas. No setor comercial, mais de 400 estabelecimentos de Ubá foram invadidos pela água, resultando em perdas quase totais para muitos lojistas. Além disso, a destruição de pontes e vias dificulta o acesso a certas regiões, atrasando o levantamento detalhado de pequenas empresas.
Mobilização e Medidas de Apoio
A FIEMG Regional Zona da Mata e o Intersind iniciaram uma articulação com os governos estadual e federal para garantir a sobrevivência das empresas afetadas.
As principais frentes de atuação incluem:
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Crédito Emergencial: Facilitação do acesso a recursos para reconstrução e capital de giro.
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Segurança Jurídica: Pleito pela prorrogação de prazos tributários e suspensão de atos de cobrança.
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Laudos Técnicos: Orientação para que as empresas obtenham laudos do Corpo de Bombeiros, condição essencial para acessar benefícios governamentais.
Para a presidente da FIEMG Regional, Mariângela Marcon, proteger o setor produtivo neste momento é fundamental para manter a arrecadação tributária e a estabilidade social da Zona da Mata.
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