A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) promove no próximo dia 8, quarta-feira, uma reunião geral com a comunidade da área de capoeira. O encontro, organizado pelo Departamento de Memória e Patrimônio Cultural (DMPAC) da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), acontece das 18h às 20h, no Anfiteatro João Carriço, localizado na Avenida Rio Branco 2.234, no Centro, sendo aberto a todos os capoeiristas e à comunidade interessada, como mestras, mestres, instrutoras, instrutores, professoras, professores, pesquisadoras, pesquisadores e grupos locais de capoeira. Não há necessidade de inscrição.
Conforme a gerente do DMPAC, Rita Félix, nessa reunião será designada a Comissão Organizadora do Seminário Municipal de Capoeira, previsto para setembro deste ano. “A partir do seminário, a Funalfa pretende incentivar a formação de um Fórum permanente da capoeira em Juiz de Fora, que é um dos poucos municípios que possuem um Dia Municipal da Capoeira (30 de setembro).”
Unindo dança, música e cultura popular, atualmente a capoeira é um símbolo de resistência que preserva costumes e saberes dos povos escravizados, que foram responsáveis por sua introdução no Brasil. Conforme estudiosos, há registros de rodas de capoeira no país desde o século 16. Historicamente, a prática foi marginalizada, chegando até mesmo a ser considerada contravenção penal nos anos que sucederam à abolição oficial do escravismo criminoso. Mesmo assim, a tradição se manteve e foi perpetuada de geração em geração, embora ainda seja alvo de preconceito.
A “Roda de Capoeira” e o “Ofício de Mestre” foram registrados nos livros “das Formas de Expressão” e “dos Saberes” como Patrimônios Culturais do Brasil. Desde 2014, a capoeira é reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
FONTE/CRÉDITOS: PJF