A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou uma ação, na manhã de ontem, 2, em Juiz de Fora, com a finalidade de combater e de prevenir crimes contra o patrimônio, entre eles, roubo, furto e receptação, sobretudo de aparelhos celulares. Na ocasião, policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e da 7ª Delegacia Distrital estiveram presentes na área central do município, orientando os comerciantes e fiscalizando estabelecimentos.
Após levantamentos, os agentes fiscalizaram diversos estabelecimentos comerciais que vendem telefones e peças, além de realizar a abordagem de suspeitos e de vendedores informais que comercializam aparelhos celulares. De acordo com a titular da 7ª Delegacia, delegada Camila Miller, a operação teve a finalidade de reprimir os delitos, mas também instruir os comerciantes sobre os cuidados que devem ter ao negociar os aparelhos. “Após trabalhos investigativos, os policiais civis identificaram que muitos dos delitos patrimoniais têm como objeto os telefones das vítimas. Claramente, o comércio sem fiscalização e controle tem fomentado tais práticas, por isso é importante a orientação dos lojistas e de comerciantes informais sobre todas as medidas que devem ser tomadas em tais transações”, destaca.
Orientações
Conforme o titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos, Rogerio Woyame, entre as orientações difundidas nessa ação, há informações sobre a consulta que pode ser feita no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “A Anatel possui em seu site a opção de consulta do IMEI do telefone e esse banco de dados é uma segurança para o consumidor e para o comerciante, pois irá constar se o aparelho possui algum tipo de restrição. Muitos lojistas não têm conhecimento de tal ferramenta, então, os policiais civis compareceram a diversas lojas e instruíram os comerciantes sobre como utilizar tal ferramenta e sobre quais providências tomar, quando estiverem diante de um telefone de procedência duvidosa”, ressalta, complementando que também foram abordadas informações sobre os telefones que são oferecidos como sucata. “Outras operações já demonstraram que não é raro que a vítima bloqueie o aparelho e o autor, então, danifique o mesmo e venda para retirada de peças”, comenta.
Outras ações podem ocorrer nos próximos dias, visando combater esses crimes, mas também conscientizar a população.
