Raul Jungmann, ex-deputado federal e figura proeminente na política brasileira, faleceu no último domingo (18), na capital federal, Brasília, aos 73 anos, vítima de um câncer no pâncreas.
Nascido em Recife, Pernambuco, Jungmann teve uma significativa atuação na Câmara dos Deputados, onde cumpriu três mandatos: de 2003 a 2007, de 2007 a 2011 e de 2015 a 2019.
Durante seu tempo na Casa Legislativa, ele ocupou a posição de vice-líder do então Partido Popular Socialista (PPS) e participou ativamente de importantes comissões, incluindo a de Constituição e Justiça e de Cidadania, a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e a de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.
Jungmann foi o relator do projeto que resultou na Lei Complementar 136/10. Essa legislação ampliou a capacidade de atuação das Forças Armadas – e não somente do Exército – em ações preventivas e repressivas na faixa de fronteira terrestre, marítima e em águas interiores, visando combater crimes transfronteiriços como o tráfico de drogas e delitos ambientais, a exemplo do tráfico de espécies protegidas.
Ele também figurou entre os propositores da iniciativa que culminou na Emenda Constitucional 66. Essa emenda simplificou o processo de dissolução do casamento civil, eliminando a exigência de separação judicial prévia por mais de um ano ou de separação de fato por mais de dois anos.
Atuação ministerial
Além de sua carreira legislativa, Raul Jungmann ocupou importantes pastas ministeriais. Ele foi Ministro da Defesa entre 2016 e 2018, e Ministro da Segurança Pública em 2018, ambos os períodos durante a gestão do presidente Michel Temer.
Anteriormente, entre 1999 e 2002, ele esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Mais recentemente, Jungmann exercia a função de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Repercussão e legado
A notícia do falecimento de Jungmann gerou manifestações de pesar no cenário político. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), lamentou a perda, destacando em suas redes sociais que o ex-deputado deixa um legado de lições valiosas, como o diálogo, a capacidade de construir pontes e o respeito institucional.
Em reconhecimento à sua notável trajetória pública e aos relevantes serviços prestados ao país, Jungmann havia recebido, em dezembro, uma moção de louvor concedida pelo próprio presidente da Casa.
"Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento", declarou Motta.

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