Um homem, de cerca de 32 anos, morreu durante uma troca de tiros com policiais penais da penitenciária José Edson Cavalieri, no Bairro Linhares, Zona Leste de Juiz de Fora.
A Delegacia Especializada de Homicídios investiga as circunstâncias da morte. Os policiais penais não teriam acionado a corporação e nem a Polícia Militar. A Polícia Civil só tomou conhecimento após o corpo dar entrada no Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado na noite do último sábado, 29, por volta das 21h.
A equipe acionou o Samu para o resgate do homem, que foi levado para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde morreu à 1h45 de domingo. Até o momento, a Polícia Civil não tem o esclarecimento se ele deu entrada com vida na unidade de saúde.
Segundo registro policial, um policial penal que estava de plantão na unidade observou a movimentação de quatro indivíduos no entorno da penitenciária. A suspeita é de que o grupo realizou disparos em direção ao posto da muralha, levando o policial penal a acionar a central e deslocar-se juntamente com sua equipe para o local, momento em que novos disparos foram realizados contra a equipe do sistema prisional. Neste momento, foram efetuados pelos policiais penais oito disparos de espingarda calibre 12, utilizando munição menos letal, conforme indica o documento. Os indivíduos desconhecidos fugiram atirando contra a equipe de policiais penais e tomaram destino ignorado.
A equipe do sistema prisional realizou a varredura do perímetro e encontraram um indivíduo caído no chão, com sangramento na região da cabeça. Foram apreendidas quatro unidades de maconha, conforme apontou o boletim.
Segundo o delegado Rodrigo Rolli, a troca de tiros precisa ser esclarecida. Até o momento, segundo ele, não foram encontradas marcas de projéteis nas paredes do estabelecimento prisional. Além disso, ele quer saber como o morto foi atingido com uma munição letal, já que os agentes alegam ter efetuado apenas tiros de borracha. O delegado aguarda os laudos periciais de local e o exame de necropsia.
Os quatro policiais penais foram chamados para prestar depoimento, e a perícia enviada ao local dos fatos.
Foto: Guia Muriaé
Fonte: Tribuna de Minas
