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Segunda-feira, 27 de Abril 2026
Saúde

Médica explica cardiopatias congênitas e tratamentos

Médica explica cardiopatias congênitas e tratamentos - Dia de Conscientização de Cardiopatia Congênita (12/06)

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Médica explica cardiopatias congênitas e tratamentos
Unidade de Comunicação Social (HU-UFJF)
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As cardiopatias congênitas, condições cardíacas presentes desde o nascimento, são responsáveis por um alto índice de mortalidade infantil. A cada 100 bebês, aproximadamente um é afetado por essa malformação. Segundo dados do Ministério da Saúde, anualmente, cerca de 30 mil crianças nascem com algum tipo de problema cardíaco no Brasil. Dentre elas, 40% necessitam de cirurgia já no primeiro ano de vida. Com o objetivo de conscientizar sobre as cardiopatias congênitas, comemoramos no dia 12 de junho o Dia de Conscientização de Cardiopatia Congênita.

O que são as cardiopatias congênitas e suas classificações

As cardiopatias congênitas são anomalias na estrutura e/ou função do coração que se desenvolvem antes mesmo do nascimento. Podem ser classificadas em dois grupos: cianóticas e acianóticas. As cardiopatias cianóticas são aquelas que podem apresentar cianose, caracterizada pela coloração azul-arroxeada da pele, leitos ungueais ou mucosas. Já as cardiopatias acianóticas não apresentam cianose. Entre as mais comuns estão a Comunicação Interventricular (CIV), Comunicação Interatrial (CIA), Persistência do Canal Arterial (PCA), Coarctação de Aorta (CoAo), Tetralogia de Fallot e Transposição das Grandes Artérias.

Fatores de influência e medidas preventivas

As cardiopatias congênitas podem ser influenciadas por fatores ambientais e genéticos. Entre os fatores ambientais estão doenças maternas, como diabetes, rubéola e lúpus eritematoso sistêmico, e a exposição da mãe a substâncias teratogênicas, como lítio, isotretinoína e anticonvulsivantes. Além disso, a idade materna avançada é considerada um fator de risco para certas doenças genéticas, incluindo cardiopatias.

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Um adequado acompanhamento pré-natal, com cuidados maternos, revisão de medicamentos e controle de comorbidades pré-existentes, é essencial para prevenir certos defeitos cardíacos congênitos.

Exames importantes e opções de tratamento

Há diversos exames que podem auxiliar na detecção de cardiopatias congênitas. Os mais importantes são a triagem neonatal por oximetria de pulso (entre 24h e 48h de vida), exame físico cardíaco, ecocardiografia, ECG e radiografia de tórax. “Ocasionalmente, angiografia cardíaca com ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC), cateterismo cardíaco com angiocardiografia. Estes exames colaboram com a definição do tipo de tratamento necessário”, explica a cardiologista pediátrica Mariana Constantina de Oliveira, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF, sob gestão da Ebserh). 

O tratamento das cardiopatias congênitas pode envolver o uso de medicamentos para estabilizar a insuficiência cardíaca, como diuréticos, inibidores da ECA, betabloqueadores, digoxina e espironolactona. Em casos selecionados, pode ser necessário o uso de oxigênio ou prostaglandina E1. No entanto, a terapia definitiva geralmente requer a correção do defeito cardíaco por meio de procedimentos cirúrgicos.

É fundamental que a criança cardiopata seja acompanhada por um especialista em cardiologia pediátrica, para garantir um tratamento adequado e minimizar complicações. A abordagem terapêutica abrange desde o diagnóstico até a intervenção cirúrgica, passando pelo tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria. Com os avanços nas técnicas cirúrgicas, tanto as cardiopatias acianóticas quanto as complexas têm alcançado resultados positivos, permitindo uma vida mais próxima do normal possível.

“Isso aumenta as chances de um resultado positivo e contribui para uma melhor qualidade de vida. As cardiopatias acianóticas costumam ser curativas, podendo não ficar defeitos residuais, e as cardiopatias complexas atualmente têm técnicas cirúrgicas que evoluíram muito nos últimos anos, trazendo uma maior sobrevida, com as crianças crescendo, desenvolvendo e chegando na fase adulta, levando a uma vida mais próxima do normal possível”, conclui a médica.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Unidade de Comunicação Social (HU-UFJF)
Geraldo Gomes

Publicado por:

Geraldo Gomes

Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...

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