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Economia

Lucro da Caixa atinge R$ 15,5 bilhões em 2023, com alta de 10,4%

Apesar do resultado anual positivo, o lucro líquido recorrente do quarto trimestre de 2023 registrou R$ 2,77 bilhões, marcando quedas significativas de 39,6% em relação a 2022 e 26,5% frente ao trimestre anterior.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Lucro da Caixa atinge R$ 15,5 bilhões em 2023, com alta de 10,4%
© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
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A Caixa Econômica Federal encerrou o ano de 2023 com um lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões, representando um avanço de 10,4% em comparação ao ano anterior. O lucro líquido contábil alcançou R$ 16,1 bilhões, com um crescimento ainda mais expressivo de 18,7% sobre o período precedente. As informações foram divulgadas pela instituição financeira na noite de ontem (4).

Contudo, o desempenho do quarto trimestre de 2023 apresentou um cenário distinto, com o lucro líquido recorrente atingindo R$ 2,77 bilhões. Este valor representou uma redução acentuada de 39,6% em relação ao mesmo período de 2022 e uma diminuição de 26,5% na comparação com o terceiro trimestre do próprio ano de 2023.

Expansão da carteira de crédito

A carteira de crédito da Caixa totalizou R$ 1,378 trilhão ao final de 2023, registrando uma expansão notável de 11,5% em relação ao ano anterior. Os segmentos que mais impulsionaram esse crescimento foram o financiamento imobiliário, com alta de 13%; o crédito comercial concedido a pessoas jurídicas, que avançou 14,2%; e o crédito comercial para pessoas físicas, com aumento de 13,4%. Em contrapartida, as operações voltadas para saneamento e infraestrutura tiveram um crescimento mais modesto de 1%, e o agronegócio expandiu apenas 0,6%.

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Inadimplência em alta, com exceções

O índice de inadimplência para operações com atraso superior a 90 dias registrou um aumento, alcançando 3,07%. Esse patamar representa uma elevação em relação aos 3,01% do trimestre anterior e um salto significativo quando comparado aos 1,97% do mesmo período de 2022. No entanto, houve uma exceção positiva no crédito imobiliário, onde a inadimplência diminuiu para 1,18%. Em contraste, o crédito destinado a pessoas físicas viu seu índice subir para 6,02%. A situação foi mais crítica para as empresas, com a inadimplência para pessoas jurídicas atingindo 12,13%, e para o agronegócio, que registrou o maior índice, de 14,09%.

FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

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