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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024
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Justiça

Fux suspende decisão que impediu fotógrafo da EBC de cobrir CPMI

Ministro atendeu pedido de liminar feito pela defesa de Lula Marques, descredenciado para acompanhar trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos atos Golpistas.

Redação
Por Redação
Fux suspende decisão que impediu fotógrafo da EBC de cobrir CPMI
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (6) suspender a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI)  dos atos Golpistas que impediu o fotógrafo Lula Marques, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), de cobrir os trabalhos do colegiado.

Fux atendeu ao pedido de liminar feito pela defesa do profissional, que foi descredenciado para acompanhar os trabalhos da comissão pelo presidente da comissão, deputado Arthur Maia (União-BA).

Notícias relacionadas:Fotógrafo recorre ao STF para voltar a cobrir CPMI dos Atos Golpistas.Maia mantém veto a fotógrafo na CPMI e refaz regra para imprensa .EBC e ABI pedem revogação de descredenciamento de fotógrafo em CPMI.Na decisão, o ministro escreveu que a decisão da CPMI foi desproporcional.

"Constato elementos que indicam que os atos coatores aparentemente são desproporcionais à conduta do impetrante, que deve ser autorizado a exercer plenamente a sua profissão e as suas liberdades comunicativas - o que é basilar num Estado Democrático de Direito - mas responde, na forma da lei, pelos ilícitos que vier a praticar", decidiu Fux.

No mês passado, o presidente da CPMI determinou descredenciamento do profissional após Marques fotografar as conversas do senador Jorge Seif (PL-SC) com uma jornalista no dia em que foi realizada a operação da Polícia Federal contra Jair Renan, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que trabalha no escritório político de Seif, em Santa Catarina.  A justificativa foi o suposto descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

A foto foi feita durante reunião pública da comissão, que é transmitida pela internet e pelos canais de televisão, e acompanhada por outros profissionais de imprensa, parlamentares e seus assessores.

Após tomar conhecimento da publicação, Arthur Maia determinou o descredenciamento sob alegação de invasão de privacidade dos parlamentares. Nesta semana, mesmo após apelo pela revogação da decisão feito pelo presidente da EBC, Helio Doyle, e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). o presidente manteve o descredenciamento.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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