A Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) inaugura na próxima sexta-feira, 6, às 19h, o Beco da Cultura, que funcionará no corredor entre o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) e a Biblioteca Municipal Murilo Mendes, no Complexo Mascarenhas, localizado na Avenida Getúlio Vargas, no Centro. O espaço será disponibilizado gratuitamente para artistas interessados em promover ensaios ou apresentações abertas ao público. Não será permitida a comercialização de ingressos para as apresentações, nem a venda de alimentos e bebidas no local. O show de estreia será com o projeto “Batuque na Roda”, idealizado e coordenado por Fabrícia Valle.
O Beco da Cultura permanecerá aberto às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, além de sábado e domingo, sempre das 18h às 21h30. Na quarta-feira, não haverá funcionamento, em função da feira noturna da Praça Antônio Carlos. Nas datas em que houver eventos no CCBM ou na Biblioteca Municipal, a agenda também permanecerá fechada. O “Batuque na Roda” ocupará o espaço todas as sextas-feiras. Os interessados em utilizar outros dias da semana devem formalizar a solicitação, apresentando um resumo da proposta e um pequeno histórico do grupo, coletivo ou artista pelo e-mail espacos.funalfa@gmail.
A inauguração do Beco da Cultura tem como objetivo atender a demanda da classe artística por espaço de ensaio e apresentação e, ao mesmo tempo, ampliar a oferta de atividades culturais. A iniciativa coloca em um mesmo ambiente quem produz e quem consome cultura, fortalecendo os laços e a troca entre artistas e público. “Essa inauguração simboliza também a ocupação e a recuperação de um espaço de referência em nossa cidade, com grande fluxo de pessoas”, afirma a diretora-geral da Funalfa, Giane Elisa Sales de Almeida, referindo-se ao Complexo Mascarenhas.
Lançado em 2018, o projeto Batuque na Roda promove rodas didáticas e outros eventos relacionados ao ambiente de samba. “A ideia é que, por meio das rodas semanais, o samba possa ser usufruído por todos e se fortaleça enquanto experiência de socialização e de saberes de rua. A iniciativa também representa a possibilidade de dinamizar a cena musical e estabelecer a interseção com pessoas que estão vivenciando e produzindo samba nos quintais de casa e em outros espaços da cidade,” afirma Fabrícia Valle.
