O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) comunicou, neste sábado (17), o começo do processo de indenização para os correntistas do Banco Master. A instituição financeira havia sido liquidada pelo Banco Central em novembro do ano anterior, após a identificação de irregularidades e a incapacidade de cumprir suas obrigações. O FGC é uma organização de natureza privada, sustentada por contribuições de bancos e outras entidades do setor, com o objetivo de proteger os depositantes em casos de falência.
A garantia oferecida está limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando cada conglomerado financeiro. Esse valor compreende tanto o capital inicialmente aplicado quanto os rendimentos acumulados até o dia da liquidação. Entre os produtos financeiros cobertos pelo ressarcimento estão contas-correntes, cadernetas de poupança, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Recibos de Depósito Bancário (RDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), Letras de Câmbio (LCDs) e outros.
Para os credores pessoas físicas do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank, uma ferramenta específica foi integrada ao aplicativo móvel para facilitar o pedido da garantia. Já as pessoas jurídicas que são credoras devem formalizar a solicitação diretamente no portal eletrônico do FGC, conforme esclarecido pela entidade. Após a conclusão dessa fase de solicitação e a assinatura do termo de sub-rogação, o FGC efetuará o processamento do pagamento em um prazo máximo de dois dias úteis.
O Banco Central foi o responsável por consolidar e verificar a relação de credores aptos a pleitear o pagamento da garantia. Estima-se que aproximadamente 800 mil clientes serão indenizados, com um montante total que atinge a cifra de R$ 40,6 bilhões. Esse número representa uma redução em relação à projeção inicial, que apontava para cerca de 1,6 milhão de investidores afetados pela insolvência do Banco Master.
Em um comunicado oficial, o FGC enfatizou que não concede autorização ou credencia qualquer tipo de entidade ou companhia para atuar como intermediária na negociação ou no recebimento dos valores garantidos. A entidade também ressalta que não solicita o pagamento de taxas ou depósitos antecipados. Adicionalmente, o FGC esclarece que não realiza contatos com os beneficiários por meio de aplicativos como WhatsApp ou mensagens de SMS.

RCWTV
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