A adoção consciente é uma forma prática para quem deseja aumentar a família e ter uma companhia. Para quem está a procura de um bom amigo, tem uma oportunidade no evento “Amor não tem raça”, que acontecerá neste sábado (29), na Praça do Bairro Bom Pastor. O evento, organizado pela Associação Amor não tem raça, vai das 8h às 13h e conta com cerca de 15 animais resgatados, entre cães e gatos.
Em Juiz de Fora, o Centro de adoção Canil Municipal passou a ser parte da Secretaria de Saúde e juntos lançaram a página “Me Adota Aí”, com o intuito de promover a adoção responsável e divulgar os animais que estão à espera de um lar. Também é possível agendar visita e conhecer os animais por meio das fotos disponíveis no site. Atualmente a marca de animais aguardando adoção no canil ultrapassa os 800.
A adoção é uma grande oportunidade para os animais abandonados e vítimas de maus-tratos. O abandono é um ponto preocupante quando o assunto são animais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil são mais de 30 milhões de animais abandonados.
Durante a pandemia o número de abandonos cresceu e essa situação ainda pode piorar, para enfrentar o desafio dessa realidade tão cruel é necessário motivar campanhas de adoção e conscientizar a população sobre a responsabilidade com os animais.
A estudante Mariana Caria, 23, trabalha há 10 meses como voluntária na instituição, e conta o que a motivou. “Sempre tive vontade de ajudar na causa animal de maneira mais efetiva, porque só ajudava fazendo doações. Quando perdi meu gatinho há um tempo, resolvi começar o voluntariado.”
Adotar um pet é uma ação que necessita de conhecimento, responsabilidade e amor. Carolina Cadinelli conta como foi o processo de escolher adotar: “Quando chegou finalmente a minha hora de ter um cachorro, não foi nem uma escolha, eu já sabia que queria adotar - por entender que as chances de um animal resgatado receber um lar são muito menores que a de um filhote "comprável", pela consciência em relação à causa animal e pela pouca importância que eu sempre dei a raças.”
Sobre as dificuldades no período de adoção, Carol que está com a Elis há dois anos, conta como foi o período de adaptação. “Logo no início, a gente teve muitos problemas porque ela não respeitava as nossas coisas, e acabava destruindo objetos como livros, chinelos, etc. Esse processo inicial da adoção, ele demanda que o tutor tenha uma escuta muito fina com o animal e saiba orientar, para que a convivência não seja tão difícil.”
Com o tempo o pet vai se adaptando a nova família e a nova rotina, mas é importante não deixar de acompanhar as mudanças de cada fase. “É claro que a relação com o seu animal é uma construção contínua: mesmo depois de dois anos com ela, eu ainda busco formas de reeducar a Elis, busco informações, faço cursos sobre comportamento canino, enfim. É um aprendizado constante.” Conclui Carolina.
Como adotar
Para adotar, é necessário ter mais de 18 anos, se responsabilizar por castrar o animal caso ele não seja castrado, garantir que não haja risco de fuga, no caso de gatos é necessário que a casa ou o apartamento seja telado. Além disso, o adotante deve assinar um termo de responsabilidade.

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