A estreia de "Batman" vai poder ser vista em 2,3 mil salas de cinema no Brasil a partir desta quinta (3/3), na maior distribuição de um filme neste ano. A intenção da Warner Bros. é quebrar recordes, após as exibições de pré-estreia lotarem.
Apesar da concorrência desproporcional, dois outros títulos vão entrar no circuito de arte, com projeção numa quantidade tão pequena de telas que podem ser contadas nos dedos.
Longo, ambicioso e sombrio, "Batman" é o filme que os fãs imaginam antes de entrar no cinema. Nem pior nem melhor, mas tentando marcar alguma diferença em relação aos anteriores. O tom combina com os filmes de Christopher Nolan, mas o trabalho expressionista de Matt Reeves é mais suscetível à visão sinergética de conglomerado, ao introduzir vários elementos que podem se multiplicar em séries de streaming e na inevitável continuação.
Se Robert Pattinson interpreta o primeiro Batman emo, por outro lado demonstra a melhor química com uma Mulher-Gato do cinema, papel desempenhado por Zoe Kravitz com um visual inspirado na Selina Kyle dos quadrinhos de "Batman: Ano Um". Esta fase, por sinal, é exatamente a época explorada pela trama, antes da fama do herói se solidificar no submundo do crime.
O período ainda permite apresentar os demais vilões em seus primeiros passos - e bem diferentes dos quadrinhos - , como um Pinguim mafioso (Colin Farrell) e principalmente um Charada serial killer (Paul Dano), mais perigoso que nas publicações da DC Comics - cometendo crimes tão brutais que tornam este "Batman" nada apropriado para crianças.
