Termina em 31 de maio o prazo de vigência da nota técnica que mantém em funcionamento o projeto “Bar na Rua”, que até aqui trouxe bons resultados aos empresários que investiram em transformar em um prolongamento de seus estabelecimentos a vaga de estacionamento em frente a seu endereço comercial.
Com objetivo de tornar o projeto permanente e compensar minimamente os impactos negativos da pandemia no setor de alimentação fora do lar, a presidente da Abrasel Zona da Mata - Abrasel-ZM, Francelle Galil, acompanhada pelo Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, João José Alves, se reuniu com o Secretário de Turismo, Marcelo Carmo, que afirmou que a Prefeitura avalia a possibilidade técnica de ampliação do prazo do projeto até o fim do ano.
Francelle Galil destaca que a Abrasel verificou resultados positivos nos empreendimentos que tiveram condições e segurança para investir na ideia. “Por isso pleiteamos dar caráter permanente a essa proposta que agrada ao cliente e que pode contribuir em muito para que o empresário consiga se reerguer. Nossa proposta é a elaboração de um Decreto que permita o prolongamento do Projeto por mais um ano, o que pode incentivar outros estabelecimentos a investimentos na proposta, já que o tempo de vigência será maior”, ressalta Galil.
Segundo João José Alves “a pandemia causou muitos prejuízos ao setor e uma mudança no perfil do consumidor que vem procurando fazer suas refeições em locais mais arejados. E o empresário do setor ainda luta para pagar as dívidas impostas pela pandemia e se estabelecer no mercado”.
O Projeto Bar na Rua é um projeto temporário, instaurado através do programa JF Viva, em nota técnica divulgada em 8 de outubro de 2021, com objetivo de incentivar a retomada nas atividades do setor de alimentação fora do lar e garantir a manutenção das medidas de distanciamento impostas pelo Programa Municipal de Enfrentamento à Covid-19. A medida autoriza bares, restaurantes, lanchonetes e hotéis em todas as regiões da cidade a construírem “parklets” utilizando até duas vagas de estacionamento existentes nas vias públicas, em frente ao estabelecimento, para a colocação de mesas e cadeiras.
“É um projeto que vem ao encontro de tudo que a Abrasel vem pleiteando há um bom tempo, já que esse tipo de ação é uma realidade em muitas cidades dentro e fora do nosso país. Mas o momento da apresentação da proposta, a necessidade de investimento sem garantia de retorno - já que o projeto tem caráter temporário - dificultaram a adesão do empresário local que ainda busca sal recuperação diante da pandemia. Mas nesses primeiros sete meses as empresas que apostaram na proposta já relatam os benefícios encontrados - o que vem se espalhando como pólvora entre nosso associados que nos acionam solicitando o caráter permanente da proposta, que justifique os investimentos necessários para a implantação do parklet”, argumenta Galil.
Marcia Rosely da Rocha é proprietária da “Bigodeira” e comemora os resultados do investimento. “Fomos o primeiro estabelecimento a executar o Projeto Bar na Rua, que hoje é responsável por cerca de 40% do retorno da clientela que tínhamos antes do início da pandemia. Contratamos mais quatro funcionários e o feedback dos clientes, inclusive de outras cidades, é muito positivo: a maioria elogia e acha que o projeto é permanente”, relata. Ela lembra ainda que o setor foi impedido de trabalhar durante a pandemia e o projeto a tem ajudado a se reerguer.
“Perdemos muitas mercadorias e adquirimos muitas dívidas. O Bar na Rua é um fôlego a mais para eu possamos sair dessa crise. E muitos clientes ainda têm medo de sair de casa e ficar em ambiente com aglomeração, sendo assim a proposta lhes dá mais segurança e tranquilidade para relaxar, tomar sua cerveja, comer um tira gosto”, avalia.
Silvia Nogueira, proprietária da empresa “Tutto per lo Caffé” (Rua Sampaio, 318 – Granbery) também investiu na proposta e não se arrependeu. “Os clientes gostaram muito da proposta de serem atendidos em um local aberto. Não consigo enxergar minha empresa sem o parklet. Esse é um caminho sem volta que veio beneficiar não só a empresa, mas fomentar o turismo”, argumenta com esperança de que o projeto se torne permanente.
