O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho será comemorado na quarta-feira, 28, em Juiz de Fora, com palestra virtual sobre Saúde do Trabalhador, Capitalismo e Pandemia - Estratégias para a Resistência, com a professora, pesquisadora da Universidade Federal do Acre (UFAC), escritora e questionadora do atual mundo do trabalho, Luci Praun. A palestra acontece às 19h, com transmissão pelo Google Meet. Os interessados em participar podem enviar e-mail para cerestjuizdefora@gmail.
O evento é uma promoção da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador (Cistt), do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Juiz de Fora (Cerest/JF), e do Departamento de Vigilância em Saúde do Trabalhador (Dvisat).
A data foi estabelecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como dia de luto, dedicado à memória das vítimas de acidentes e doenças de trabalho em todo o mundo. A gerente do Dvisat, Ivone Garcia da Silva, informa que Juiz de Fora aderiu a esse movimento em 2008. O Conselho Municipal de Saúde (CMS), o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e sindicatos de trabalhadores passaram a lembrar a data, criando uma cultura local de resistência.
Desde a constituição da Cistt, há aproximadamente seis anos, o órgão está à frente da mobilização. A Comissão é ligada ao CMS e agrega todas as organizações sociais, instituições e serviços que têm alguma afinidade com a área da saúde do trabalhador. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Procuradoria do Trabalho, o Ministério do Trabalho, o Conselho Municipal de Saúde e os sindicatos representantes de todas as categorias de trabalhadores têm assento nesta Comissão que se reúne mensalmente. A equipe tem caráter consultivo e demanda discussões ao Conselho Municipal de Saúde.
Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho
O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em 28 de abril, teve origem na explosão, em 1969, de uma mina de carvão, com a morte de dezenas de trabalhadores, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. A perpetuação da data foi encabeçada, à princípio, pelo movimento sindical do Canadá. A OIT reconheceu o movimento em 2003, quando iniciou a divulgação e solicitou aos países para destacarem a data no calendário.
Palestrante
Luci Dováo Praun é professora da Universidade Federal do Acre com Bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais. Graduada em Ciências Sociais (Bacharelado e Licenciatura) pelo Centro Universitário Fundação Santo André (1996), com Especialização em História, Sociedade e Cultura (1999) pela PUC-SP. Mestre (2005) e Doutora (2014) em Sociologia, com estágio pós-doutoral (2016) na mesma área pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É pesquisadora do Grupo de Pesquisa Mundo do Trabalho e suas Metamorfoses/ Unicamp e do Grupo de Trabalho e Estudo em Pesquisa Qualitativa em Saúde. Temas de pesquisa: Precarização do Trabalho; Educação e Trabalho Docente; Saúde dos/as Trabalhadores/as; Movimentos Sociais; Direitos Humanos; Trabalho e Gênero. É autora do livro “Reestruturação Produtiva, Saúde e Degradação do Trabalho”, de 2016.
FONTE/CRÉDITOS: Assessoria/PJF