O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) indicou que será necessário uma articulação institucional, não limitada ao setor elétrico brasileiro, para garantir a segurança do suprimento de energia elétrica em 2021 com o agravamento da crise hídrica e o baixo nível de reservatórios das usinas hidrelétricas.
Para evitar a possibilidade de um racionamento, órgãos do setor elétrico já estudam medidas para garantir o abastecimento de energia. A primeira delas já foi tomada nesta sexta-feira. O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto que autoriza um leilão para contratar usinas de geração de energia. Elas vão funcionar como uma espécie de reserva para auxiliar o sistema elétrico quando necessário. O Ministério de Minas e Energia vai definir a quantidade de energia necessária para ficar de reserva.
Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) não detalha as ações além das medidas tomadas pelo CMSE, de aumentar o uso da geração hidrelétrica, além dos limites técnicos dos reservatórios.
O governo decidiu flexibilizar as restrições hidráulicas nas usinas hidrelétricas de Jupiá, Porto Primavera, Ilha Solteira, Três Irmãos, Xingó, Furnas e Mascarenha de Moraes. A iniciativa tem como objetivo garantir a preservação do uso da água nas bacias dos rios Grande e Paraná durante o período de seca deste ano, quando poderá ser liberada em momentos de necessidade por picos de potência.
“O CMSE registrou a importância da articulação institucional, não limitada ao setor elétrico brasileiro, para que as medidas em curso possam ser efetivas para o incremento da segurança no suprimento de energia elétrica no país ao longo de 2021”, diz a nota.
A crise se arrasta desde o ano passado. Bolsonaro chegou a afirmar em 2020 que o país estava sob risco de apagão.
De lá para cá, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, vem descartando risco ao suprimento de energia e o governo toma medidas para contornar o problema. Um efeito imediato é o aumento do custo da energia.
Fonte: EPBR
