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Sabado, 13 de Abril de 2024
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Curiosidades

Comparação não é bom na opinião da psicóloga Mônica Reis

Ela diz que avançamos ao entender bem essa questão

Simone Carvalhal
Por Simone Carvalhal
Comparação não é bom na opinião da psicóloga Mônica Reis
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Todos nós temos uma tendência a nos comparar com os outros, sabemos que moralmente tendemos a copiar os padrões da sociedade em que vivemos. É importante reconhecermos o nosso valor e não se sentir inferiorizados diante de alguma comparação. A Psicóloga Mônica Reis fala à RCWTV, em artigo sobre o assunto.

¨Existe um ditado popular que afirma: você não precisa discutir com alguém para provar que o
prédio que ele construiu está torto, você só precisa construir um prédio certo ao lado do dele.
De fato, colocar a verdade dos fatos ao lado da mentira, em determinadas situações, evita
conflitos. Contudo, essa história pode nos levar para um lugar muito perigoso, no qual não
consigo encontrar vantagens neste momento: o lugar da comparação. Por isso, preciso alertar
você sobre os perigos que ela esconde. Você vai avançar quando entender isso.
Algumas pessoas acreditam que quando comparam alguém a outra pessoa podem estar
estimulando e motivando aquele ou aquela que foi comparado a imitar os bons hábitos do
outro, contudo, na muitas vezes não é assim que funciona. Na verdade, ao comparar alguém
com outra pessoa enaltecendo as qualidades e bons comportamentos do outro, na grande
maioria das vezes, gera um clima de competição e aquela pessoa tende a se enxergar de
maneira inferior, já que, existe alguém capaz de fazer algo que ele ou ela, supostamente não
consegue, pelo menos naquele momento.
Então, a comparação acaba levando a competição e a percepção de inferioridade e isso não
motiva ninguém a mudar o seu comportamento para se melhorar enquanto ser humano, mas
para ser (ou pelo menos, se perceber e se sentir) melhor que o outro. Muitas pessoas são
comparadas desde a sua infância com o coleguinha, com um irmão ou com qualquer outra
pessoa. Essas pessoas podem aprender a enxergar o próprio valor e sua capacidade a partir do
outro, principalmente, da validação que vem do outro, e não a partir de si mesmas.
E qual é o problema disso? Bom, um dos problemas é que esse é o tipo de situação
interminável. Por mais que você se esforce, sempre haverá alguém mais rico que você, mais
magro, mais inteligente, que cozinha melhor, que dirige melhor, dentre tantas outras coisas. A
comparação pode se tornar viciante, sempre haverá alguém cujas qualidades, habilidades e
características superam as suas. Parte do problema é que ao invés de olhar para você mesmo
você está focando no outro, na opinião do outro, em impressionar o outro, nas características
do outro...
E nesses casos, na maioria das vezes, você está sendo injusto com você mesmo. Está
desconsiderando que o outro tem uma história de vida, uma genética, aptidão e tantas outras
coisas que você não possui. Provavelmente, você não está levando em consideração outras
coisas e pode estar comparando os melhores momentos da vida do outro com as suas piores
situações. Não tem como comparar o palco de outra pessoa com o que acontece nos
bastidores da sua vida.
Todos temos os nossos bastidores. E nem sempre eles dão tão bonitos ou interessantes quanto
o nosso palco. Frequentemente, antes de finalizar uma compra comparamos os produtos que
desejamos levar para casa, mas você não é um objeto, você é gente! A comparação leva a
competição, a injustiça e também alimenta a inveja. Se você é daquelas pessoas que
frequentemente sente inveja dos outros e não sabe o motivo disso, eis aqui uma possível

As ideias contidas neste artigo não correspondem, necessariamente as ideias do jornal e são de

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responsabilidade da autora.

explicação. Quando você se compara com outra pessoa, é bem provável que você saia
perdendo, percebendo as suas “desvantagens”.
A partir daí, numa tentativa de se sentir melhor, você começa a tentar encontrar motivos no
outro para desmerecer as conquistas dele e toma como referência a sua própria trajetória.
Então você desvaloriza o que o outro tem por que simplesmente não foi capaz de tê-lo ou de
desenvolver como o outro fez. Você é tomado de pensamentos e de uma sensação de injustiça
e raiva. Mas por que ele ou ela conseguiu isso ou aquilo e você não? Vejam só, você é muito
mais competente e sagaz, se esforçou muito mais, logo, você conclui: é mais merecedor.
Sim, você foi mordido pelo “bichinho” da inveja e isso começou com a comparação. Quer se
comparar de uma maneira um pouquinho mais justa com você mesmo? Compare-se com
você, com o seu eu do passado, com quem você foi se tornando com o passar do tempo. Seja
o seu próprio parâmetro, use a sua própria régua. Observe a sua própria vida. E ainda assim,
você vai correr o risco de mais uma vez ser injusto com você.
Veja como a comparação pode ser perigosa, mesmo quando ela parece ser tão “cuidadosa”.
Mas, por qual motivo? Você pode tender a comparar o seu melhor momento no seu passado,
com a sua atual situação, que pode ser de crise ou de conflito. E nessa comparação, adivinha
só... Mais uma vez você perdeu! Com isso, você pode chegar à conclusão de que as coisas
podem continuar piorando ou que nunca mais você será tão feliz quanto foi no seu passado.
Viu como a comparação pode ser danosa?
Então, você deve estar se perguntando: como eu faço para acabar com o hábito de me
comparar? Em primeiro lugar, nutra profundo respeito por você mesmo e pela sua história de
vida, ainda que no começo você tenha falhado ou tropeçado, aprenda a se perdoar e a
respeitar a pessoa que você está se tornando. Não dá para olhar para quem você era no seu
passado e para os erros que cometeu da perspectiva que você tem agora, afinal você não é
mais aquela pessoa.
Uma vez que você aprendeu a se valorizar, comece a praticar também o reconhecimento do
que você já tem, das suas conquistas por menores que elas possam parecer. Você se casou?
Que legal, encontrou um companheiro ou companheira e estão vivendo uma jornada juntos.
Valorize isso, comemore isso. Você tem filhos? Que maravilha! Filhos são preciosidades que
recebemos e nos ensinam de uma maneira muito bonita a amar alguém além de nós mesmos e
nossos próprios interesses. Os nossos filhos nos dão uma perspectiva diferente da vida,
torcemos pela felicidade deles e nos alegramos quando eles estão bem. Como é maravilhoso
amar um filho (ou filhos)!
Talvez você esteja dizendo: — É, mas no meu caso, eu nunca casei ou tive filhos, como vou
reconhecer o que tenho? Claro que você tem! Você tem saúde? Você tem amigos? Você tem
um trabalho bacana, uma profissão? Você tem o privilégio de amar o que você faz? Você tem
uma família legal que te apoia? Se você procurar com cuidado, vai encontrar desde as coisas
mais simples até aquelas mais inusitadas, motivos para reconhecer e valorizar o que você tem
e para expressar a sua gratidão por tê-las.
Agora que você aprendeu a se respeitar e a valorizar as suas conquistas, entenda: você tem
todo o direito do mundo de querer conquistar outras coisas que você julga importantes. Para

As ideias contidas neste artigo não correspondem, necessariamente as ideias do jornal e são de

responsabilidade da autora.

isso, você pode trabalhar intencionalmente na direção dos seus sonhos e dos seus objetivos.
Se concentre no seu caminho, na sua jornada. Não esqueça: ela é única! Não dá para ficar
comparando a sua trajetória com a trajetória do outro. É bem provável que no seu caminho
você perceba bem do seu lado as pessoas alcançando objetivos e sonhos parecidos com os
seus, mas você não precisa se concentrar nisso, se conecte com a sua trajetória, com a sua
história.
Entenda algo precioso: o fato de alguém conquistar algo que você gostaria de conquistar
também, não diz nada a seu respeito. Isso está relacionado ao outro e não a você mesmo. Isso
não significa que você não possa, em outro momento da sua vida, conquistar também.
Quando você aceitar essa verdade, você vai enxergar a trajetória do outro como uma
inspiração e vai entender que a conquista pertence a ele e a mais ninguém. Aprenda a festejar
e a celebrar a conquista do outro. Você não é única pessoa deste mundo que merece vencer e
ser feliz. Todos nós merecemos.
E finalmente: tenha paciência com você nesse processo. Continue a exercitar esse olhar de
bondade e compaixão para si mesmo e para o outro, mas não se perca de vista. Não se
compare! Olhe para você e para o seu caminho e siga a sua jornada¨.

Conclui-se que o que traz felicidade é saber reconhecer o nosso valor e o dos outros, sem perder o nosso lugar, a nossa valorização, nos tornando diferentes e únicos.

Autora:
Mônica Reis é esposa e mãe de três garotos lindos de viver. Uma pessoa curiosa que gosta de
conhecer novos lugares e de ler que é outra forma de viajar. É formada em Psicologia e
possui Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Saúde Mental e Atenção
Psicossocial. Atua no âmbito clínico atendendo jovens e adultos. Desde 2020 tem se reunido
com outros colegas de maneira independente para estudar temas diversos, incluindo livros e
artigos de autores relacionados as Terapias Cognitivo-Comportamentais. Isso tem lhe
permitido trocar experiências relacionadas a profissão e a prática clínica. Instagram:
@bymonicareis.

 

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