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Sexta-feira, 07 de Agosto 2026
Educação

Capacitação de profissionais de saúde no projeto “Cultura de Paz e Prevenção das Violências” começa nesta quinta, 15

Essa confirmação é feita nas unidades de saúde pelas pessoas que solicitam o atendimento nessas circunstâncias.

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Capacitação de profissionais de saúde no projeto “Cultura de Paz e Prevenção das Violências” começa nesta quinta, 15
PJF
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Começa nesta quinta-feira, 15, a capacitação dos profissionais de saúde de Juiz de Fora para o preenchimento da ficha de notificação dos casos de suspeita ou confirmação de algum tipo de violência dentro do Projeto “Cultura de Paz e Prevenção das Violências: Tecendo Redes”, uma parceria entre a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Essa confirmação é feita nas unidades de saúde pelas pessoas que solicitam o atendimento nessas circunstâncias.

A expectativa é de capacitar um total de 300 profissionais da saúde no decorrer das atividades. Para a preparação, aconteceu nesta segunda-feira, 12, na Faculdade de Enfermagem da UFJF, a oficina piloto do projeto. Participaram, no total, 46 pessoas, entre bolsistas e voluntários dos três eixos do projeto, graduandos em medicina, enfermagem, pedagogia, serviço social, além de residentes de medicina e assistentes sociais.

A coordenadora do projeto, professora Cacilda Andrade de Sá, destaca a importância de realizar a capacitação, desta segunda-feira, com futuros profissionais da saúde. Na opinião dela, além de multiplicadores do projeto, eles, ao entrarem no mercado de trabalho, já terão uma visão diferenciada acerca da importância da notificação e da estruturação de dados para combater as violências.

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A coordenadora do Núcleo de Assessoria Treinamento e Estudos em Saúde (Nates UFJF) e vice-coordenadora do “Cultura de Paz”, Maria Teresa Bustamante, acrescenta sobre a coleta e a estruturação das informações. “Os dados são fundamentais para entender as circunstâncias (em que as violências ocorrem). A notificação não é para identificar a pessoa, mas para fazer o mapeamento do que está acontecendo nos locais. Vai haver um bairro onde pode acontecer um tipo de violência a mais do que outro. Sem esse diagnóstico, não é possível fazer política e nem avaliar o efeito destas políticas. Na nossa oficina tivemos muito cuidado para não fazer um treinamento para o preenchimento da ficha, mas fazer uma capacitação para termos uma discussão mais ampliada e participativa acerca das informações”.

Uma das facilitadoras do projeto, Maria Luiza Stehling, destaca que não basta apenas pensar no combate à violência, mas também que um dos principais objetivos das oficinas é o de refletir e estabelecer uma cultura da paz. Segundo ela, “não podemos esquecer que o estabelecimento é o nosso sonho, a nossa utopia”.

Alinhado a este pensamento está a bolsista do eixo de educação continuada e aluna de medicina, Iza Cotta, que enxerga nas oficinas e no preenchimento das fichas uma oportunidade para a criação de políticas públicas sólidas. “Estive diante do atendimento de muitos casos de violência, direta ou indiretamente, e o que percebi é que (a violência) é um problema extremamente crítico, silenciado e complexo. Sempre me sentia muito frustrada diante do atendimento, vejo o projeto com uma potência muito grande de trazer um retorno social realmente significativo a curto, médio e longo prazo. Principalmente por essa porta de entrada para solução desse problema, que é a orientação da ficha de notificação, porque através disso é possível, não só proporcionar um primeiro acolhimento da pessoa violentada, como também nortear políticas públicas, que é o fundamental para resolver esse problema de maneira sólida”.

O também bolsista do eixo de educação continuada e aluno de medicina, Gabriel Braz, acrescenta ainda a importância das oficinas em capacitar os profissionais da saúde na escuta e na prática de um atendimento mais humanizado para as pessoas que sofreram violência. “Já estive do outro lado, como usuário que precisava ser atendido e acolhido, então trago essa sensibilização pessoal. estar aqui faz muito sentido, porque me motiva a poder entender como posso ajudar pessoas que passam e passaram por situações de violência".

Cultura de Paz e Prevenção das Violências: Tecendo Redes

O Projeto é uma parceria entre a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca contribuir para o desenvolvimento do Plano Municipal de Fortalecimento da Vigilância das Causas Externas da PJF. A iniciativa tem duração de seis meses e vai contar, ainda, com fóruns e campanhas que pretendem alcançar as comunidades e sensibilizá-las para o debate sobre o tema e para a busca de soluções para as diferentes demandas.

Quadro de oficinas

As oficinas serão na Faculdade de Enfermagem da UFJF. A previsão é de quatro oficinas por turno, em quatro salas simultâneas, com dois facilitadores em cada uma delas.

15 de Setembro: 7h30 às 11h30 e 13h às 17h

22 de setembro: 7h30 às 11h30 e 13h às 17h

20 de outubro: 7h30 às 11h30 e 13h às 17h

17 de novembro: 7h30 às 11h30 e 13h às 17h

Outras Informações:

PJF

UFJF

FONTE/CRÉDITOS: PJF
Geraldo Gomes

Publicado por:

Geraldo Gomes

Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...

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