Durante toda essa semana, os integrantes da Guarda Municipal participaram de encontros com a equipe do Programa “Sentido e Sentindo”, desenvolvido, especialmente, pela Secretaria de Recursos Humanos (SRH), da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), em parceria com a Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc) para o servidor da Guarda. O tema abordado foi sobre conflito. Os participantes puderam discutir amplamente aspectos como as motivações, o reconhecimento de situações de conflito, suas fases e tipos, a reação, a condução e a resolução do problema. A cada mês, uma nova temática é enfocada dentro da proposta de trabalho voltada para a inteligência emocional dos guardas municipais.
Desde 2019, o programa vem impulsionando o processo reflexivo com a equipe, procurando desenvolver o autoconhecimento, o autocontrole, a empatia e a motivação. Uma mostra objetiva de como a função da segurança municipal está calcada na relação de respeito, ponderação, visão colaborativa e cidadã em acordo com os direitos humanos e a cultura de paz em Juiz de Fora. A preocupação com o preparo e o aperfeiçoamento dos servidores da área é uma constante.
Além de ajudar a dotar o profissional de segurança pública municipal de melhores instrumentos para a tomada de decisões equilibradas, os encontros proporcionam uma pausa no ritmo acelerado do cotidiano de trabalho e estimulam o convívio e o compartilhamento de experiências entre os colegas. Eles trocam vivências num ambiente saudável de crescimento coletivo. As reuniões são realizados na sede do Departamento de Ambiência Organizacional (Damor), com grupos segmentados, favorecendo esse envolvimento.
De acordo com a equipe que coordena a atividade, o retorno dos encontros presenciais têm permitido maior interação. “Nossa uma hora e meia tem sido cada vez mais produtiva. Percebemos o crescimento da participação, da expressão e posicionamento dos guardas”, aponta a supervisora de Acompanhamento Psicossocial do Servidor, Rita Cristina Brilhante da Rocha. A própria definição dos temas mensais é reflexo da evolução do processo. “A pedido dos próprios guardas, estamos chegando a temáticas de como desenvolver habilidades e lidar com situações”, afirma a supervisora. “Esse é um processo construído juntos. Os temas específicos, surgem de acordo com a demanda”, completa.
O conceito de inteligência emocional foi caminho adotado para o desenvolvimento da proposta. “Eu”, “Eu guarda municipal”, “Eu e outro”, “Eu e a Instituição” foram pontos trazidos à tona para o avanço da dinâmica. “Não é uma terapia, mas tem uma função terapêutica. Você leva para sua vida algo das reflexões”, explica a supervisora em relação aos efeitos da participação nos encontros.
