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Sabado, 18 de Maio de 2024
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Geral

O que fazer quando o que você idealizou como mãe não acontece?

Por: Mônica Reis

Mônica Reis
Por Mônica Reis
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O que fazer quando o que você idealizou como mãe não acontece?
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Sabe, pode ser bastante difícil precisar lidar com crianças que demandam uma atenção
diferenciada, que sofrem com algum transtorno mental ou são atípicas. Lidar com as nossas
frustrações nem sempre é fácil na maternidade. E ainda que essas não sejam as suas
dificuldades, talvez você precise lidar com alguma escolha de seu filho que está bem distante
dos seus valores e isso também gere uma quebra de expectativas.

O que acontece de fato é que, não existe “a maternidade”, mas maternidades, no plural. Nem
sempre o que funciona na experiência de uma mãe, vai funcionar exatamente da mesma
maneira para outra. As necessidades dos filhos também são muito distintas. Além disso, é
preciso aceitar que os nossos filhos são seres humanos diferentes de nós e talvez o nosso
papel seja apenas apoiá-los e proporcionar o melhor que pudermos para encorajá-los de
maneira que eles desenvolvam os seus talentos e habilidades, sintam-se amados e seguros e
consigam alcançar os seus sonhos e objetivos.

Por mais que você aprenda sobre cuidar de crianças e criar filhos, lembre: você não é
perfeita! Por mais que se esforce, provavelmente em algum momento é bem provável que
você vai falhar, então aprenda a se perdoar, pedir desculpas se necessário e seguir em frente.
Eu realmente não sei qual é a sua realidade. Talvez você tenha um filho autista. Mas pode ser
que não seja esse o caso, contudo, você esperava a essa altura da vida, que estaria preocupada
com o desempenho dele na escola ou na faculdade, mas, no entanto, a sua preocupação no
momento é que ele tem chegado tarde em casa e está usando drogas.

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Seja qual for a situação, lembre-se que tudo o que você e o seu filho ou filha mais precisam é
de amor e compaixão. Transborde do seu amor para ele ou para ela. Tenha compaixão,
inclusive de você mesma. Ter autocompaixão não é se colocar num lugar de vítima ou ficar
passiva, não é nada disso. Para desenvolver a autocompaixão precisamos cultivar um estado
de atenção ao momento presente (é aqui e agora), não fugindo para o passado nem para o
futuro, precisamos desenvolver a nossa autobondade, seja tão amorosa com você, quanto
você é com os outros e por último, tenha um senso de humanidade compartilhada, lembre-se
que somos todos seres humanos, inacabados, todos cometemos erros e experimentamos
dificuldades na vida 1 .

Se você pode contar com a ajuda de pessoas ao longo desse caminho, desfrute disso. Acredito
que a maternidade fica mais leve quando aprendemos a viver um dia de cada vez tendo a
clareza e a responsabilidade de estar fazendo o que consideramos melhor para os nossos
filhos a curto, médio e longo prazo. A responsabilidade pela sua felicidade não é dos seus
pais, é sua. Da mesma maneira, não devemos nos esquecer que jamais vamos “atrapalhar” a
felicidade dos nossos filhos, mas a responsabilidade pela felicidade deles é deles,
principalmente quando já são adultos. Claro que, quando são crianças e adolescentes e
precisam de nossos cuidados e da nossa proteção teremos grande responsabilidade pelo bem-
estar deles, e sim as nossas ações repercutem na vida deles.

Por último, todos crescemos quando assumimos as nossas responsabilidades e lidamos com
as escolhas que fazemos. O que desejo em sua vida é que a responsabilidade que você assume
no seu papel de mãe não gere em você uma autocobrança exagerada por uma perfeição
inatingível e que ao contrário, ajude você a amadurecer e a enxergar “as maternidades” de
uma maneira mais compassiva.

1 Este conceito de autocompaixão é defendido pelos autores Kristin Neff e Christopher Germer em “Manual de
Mindfulness e Autocompaixão” publicado em 2019 no Brasil pela editora Artmed.

Autora:
Mônica Reis é esposa e mãe de três garotos lindos de viver. Uma pessoa curiosa que gosta de
conhecer novos lugares e de ler que é outra forma de viajar. É formada em Psicologia e
possui Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Saúde Mental e Atenção
Psicossocial. Atua no âmbito clínico atendendo jovens e adultos. Desde 2020 tem se reunido
com outros colegas de maneira independente para estudar temas diversos, incluindo livros e
artigos de autores relacionados as Terapias Cognitivo-Comportamentais. Isso tem lhe
permitido trocar experiências relacionadas a profissão e a prática clínica. Instagram:
@bymonicareis.

 

As ideias contidas neste artigo não correspondem, necessariamente as ideias do jornal e são de responsabilidade da autora.

FONTE/CRÉDITOS: Mônica Reis
Comentários:
Mônica Reis

Publicado por:

Mônica Reis

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