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Terça-feira, 21 de Maio de 2024
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A Pandemia e os Riscos do Transtorno por Estresse Pós-Traumático

Muitos acreditam que o transtorno por Estresse Pós-Traumático somente atinge quem vive em regiões violentas. Isso não é verdade.

Redação
Por Redação
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A Pandemia e os Riscos do Transtorno por Estresse Pós-Traumático
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Olá, caros leitores, converso hoje sobre um assunto que está sendo negligenciado quando falamos da COVID-19, especialmente nesse momento em que estamos chegando próximo da fadiga mental e do íntimo de nossas estruturas.

Tenho notado, cada vez mais, as pessoas quebrando as regras do isolamento social, mesmo sabedoras das consequências e dos riscos envolvidos nesse comportamento. Como um psicólogo, não posso me furtar a levantar alerta sobre o adoecimento que pode advir que é o Transtorno por Estresse Pós-traumático (PTSD em inglês).

A Epidemia de COVID-19 além de poder abalar severamente nossos corpos, também atinge a mente de maneira muito grave, pois gera uma série de sensações que pode levar ao desenvolvimento de quadros dos chamados Transtorno por Estresse Pós Traumático. Usualmente acredita-se que somente pessoas que sofram ameaças em suas vidas seja por um projétil, um ataque terrorista é que estariam sujeitas ao PTSD, ledo engano, pois nosso corpo entende somente a ameaça, não diferenciando a origem, ele apenas sente ou não a ameaça.

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O PTSD é uma desordem de origem ansiosa, ou seja, a pessoa acaba por antecipar uma situação que de fato não existe, normalmente por medo de um acontecimento passado severo.

Sêneca, filósofo grego, dizia que “nada é tão lamentável e nocivo como antecipar desgraças”. Essa antecipação das desgraças, provocada pela ansiedade coloca seu corpo em estado de alerta, ativando nele o instinto básico de todo ser vivo, que é o de luta ou fuga.

Esse sentimento de luta ou fuga faz com que nosso corpo ative uma espécie de modo de sobrevivência, provocando descargas hormonais na corrente sanguínea.

A pessoa recebe toda a cascata química para fugir ou lutar, o corpo se prepara para um embate. A COVID-19 dispara esses eventos, mas o fato é que, dada a natureza do estímulo a pessoa se sente o tempo todo ameaçada.

Cada pessoa reage de uma maneira ao estresse, umas vão rapidamente mover para o próximo desafio, outras, sentirão mais dificuldades diante da mesma realidade e um terceiro grupo pode ficar assombrada por anos. São essas pessoas que desenvolverão o PTSD. Note, não estou afirmando que são pessoas mais fracas e sim desgastadas.

Isto explica, em grande medida, os motivos pelos quais as pessoas estão saindo do isolamento social, pois suas mentes, para não adoecerem, faz com que adotem comportamentos de esquiva para negar a realidade. Aliás a negação uma defesa para lidar com uma realidade hostil.

Freud tem uma frase que define muito bem a confusão experimentada, especialmente nesse momento. Ele afirma que “a fuga é o instrumento mais seguro para se cair prisioneiro daquilo que se deseja evitar”, assim a quebra do isolamento é uma tentativa de se manter minimamente são, mas na verdade, essa fuga não tem o condão de libertar a pessoa da ansiedade e muito menos do comportamento de luta ou fuga, mantendo assim o estresse presente, podendo levar ao PTSD.

O medo do adoecimento, que pode levar a óbito, é suficiente para  desencadear o quadro de PTSD. Apenas a título de exemplo de 12% a 15% das pessoas que passaram pela crise da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa) exibiram ao menos um sintoma da PTSD. Outro estudo feito pela OMS de 2003 também sinalizou no mesmo sentido, que pessoas em risco de adoecimento podem desenvolver o PTSD.

Os casos mais severos de PTSD nunca serão curados e um terço dessas pessoas jamais se reerguerá como antes, por isso é fundamental pedir ajuda e enfrentar o problema.

Por isso, é importante que se busque ajuda especializada, para uma avaliação e tratamento, pois se essa síndrome crescer em demasia, poderá chegar a um ponto em que não haverá mais possibilidade de cura sem a utilização de medicação.

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